Jovem melhora do TOC viajando o mundo e bate recorde mundial

Foi de um problema, que surgiu a esperança na vida de Cameron Mofid. O jovem enfrentava o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e descobriu a melhora viajando o mundo. Foram justamente o caos das viagens, os idiomas desconhecidos e as situações imprevisíveis que o ajudaram a encontrar paz interior e a bater um recorde mundial inspirador.
Natural de San Diego, nos Estados Unidos, Cameron trocou o medo pela aventura e decidiu visitar todos os 195 países reconhecidos pela ONU. Ele iniciou a jornada aos 18 anos e, em abril de 2025, aos 25, desembarcou na Coreia do Norte, o último destino da lista.
Foi assim que se tornou a pessoa mais jovem a completar o feito, segundo a plataforma internacional NomadMania. “Viajar me obrigou a abrir mão do controle, e foi isso que me libertou”, disse Cameron, que hoje vê o TOC com outros olhos.
O TOC
O transtorno obsessivo-compulsivo acompanhava Cameron desde a infância. Durante a pandemia, em meio a uma crise emocional severa, surgiu a ideia que mudaria sua vida: visitar todos os países do mundo.
Foi durante uma pesquisa aleatória que ele descobriu algo curioso. Uma pesquisa mostrou que mais pessoas já tinham ido ao espaço do que completado essa volta ao mundo. A “loucura” virou objetivo. Cameron criou uma empresa de eventos para bancar a viagem, traçou um plano de três anos e, após terminar a faculdade, iniciou a viagem.
Embora já tivesse conhecido aproximadamente 100 países como tenista profissional e estudante, decidiu recomeçar do zero, estabelecendo uma regra pessoal: em cada lugar, precisava viver algo significativo e ficar ao menos quatro dias. “Não era só geográfico. Era sobre viver com o desconforto, abraçar o desconhecido”, contou à CNN.
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Perrengues e aprendizados
Planejar tudo foi um desafio. Entre vistos, voos e deslocamentos, Cameron criou uma planilha gigante com rotas e prazos. O orçamento era apertado, então ele optou por trajetos mais econômicos, como ônibus noturnos e acomodações simples. Em Níger, por exemplo, dormiu em um hotel sem eletricidade. Em outras regiões, pediu carona para chegar ao destino.
Durante a viagem, viveu situações marcantes e difíceis. Em abril de 2024, na Argélia, adoeceu gravemente, com febre alta, calafrios e alucinações. Foi hospitalizado e quase desistiu. “Foi o ponto mais difícil. Mas depois me recuperei e explorei um país incrível.”
Ele também se emocionou com a visita à vila flutuante de Makoko, na Nigéria. Lá, fundou a ONG Humanity Effect, voltada para crianças da comunidade. “Ver a força das pessoas me tocou profundamente. Voltei lá várias vezes depois”, contou.
O recorde
O último destino foi simbólico: a Coreia do Norte. Lá, Cameron participou da Maratona Internacional de Pyongyang e completou seu 195º país. Com isso, se tornou o mais jovem da história a realizar a façanha segundo a plataforma NomadMania, batendo o recorde anterior por seis semanas.
Para comemorar, brindou com os amigos em um bar local. “Tomamos cerveja no país mais fechado do mundo. Foi surreal. Muita gente nem imagina que isso exista por lá — mas existe.”
Pouco depois, o recorde foi superado por um jovem alemão. Ainda assim, Cameron guarda com carinho cada memória. “A maior lição foi ver que, em qualquer lugar do mundo, as pessoas querem se conectar. Temos muito mais em comum do que pensamos.”
Hoje, Cameron está de volta à Califórnia, tentando se readaptar à rotina. O TOC ainda existe, mas ele não o encara mais como inimigo.
“Agora sou eu quem controlo o TOC e não o contrário. Falar sobre isso tira o medo”, concluiu.
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