Cientistas conseguem reverter Alzheimer com terapia inovadora em camundongos

Nova esperança contra o Alzheimer. Cientistas da Espanha, Reino Unido e China conseguiram reverter o Alzheimer pela primeira vez, em camundongos, com uma terapia inovadora que abre caminho para tratamento em humanos.
A nova técnica foi publicada nesta terça-feira, 7, na revista especializada Nature. A terapia usa nanopartículas que funcionam como medicamentos.
E três doses do tratamento foram suficientes para reduzir de 50 a 60% da proteína no cérebro em apenas uma hora. E mais: os efeitos terapêuticos se mantiveram por meses.
Melhora rápida e duradoura
Ao invés de atacar diretamente os neurônios, o tratamento foca na barreira hematoencefálica, a interface que regula o ambiente cerebral e protege o órgão de toxinas e patógenos.
Os pesquisadores usaram camundongos geneticamente programados para produzir excesso de proteína beta-amiloide e apresentar declínio cognitivo, para simular a progressão da doença em humanos.
Um dos camundongos, de 12 meses – equivalente a um humano de 60 anos – recebeu as nanopartículas e seis meses depois a progressão da doença foi revertida. Ele demonstrava comportamento semelhante ao de animais saudáveis.
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Efeito cascata no cérebro
O tratamento conseguiu restaurar essa barreira e reativar o sistema natural do cérebro.
A nova terapia eliminou proteínas nocivas, como a beta-amiloide, que se acumulam no cérebro com Alzheimer.
O pesquisador Giuseppe Battaglia, do Instituto de Bioengenharia da Catalunha, explicou que a restauração da vasculatura cerebral cria um efeito em cascata que permite eliminar a beta-amiloide e outras moléculas prejudiciais, reequilibrando todo o sistema do cérebro.
O segredo da terapia inovadora
Os autores do estudo contaram que o segredo da técnica está na proteína LRP1, que normalmente transporta a beta-amiloide do cérebro para o sangue.
No Alzheimer, esse sistema falha, permitindo que a proteína tóxica se acumule.
As nanopartículas atuam como um interruptor molecular, imitando ligantes do LRP1 e reiniciando o transporte de resíduos, restaurando a função natural da barreira cerebral.

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