Menina com dislexia entra para a Mensa, o clube dos superdotados do mundo

Uma menina de apenas 10 anos, diagnosticada com dislexia e que tinha dificuldade para escrever, acaba de entrar para a Mensa, a sociedade internacional de pessoas superdotadas. A pequena Poppy surpreendeu até mesmo os profissionais que a acompanharam, devido ao QI altíssimo que ela tem.
A avaliação de três horas, que apontou habilidades excepcionais de raciocínio e resolução de problemas, deu que a menina Poppy O’Malley-Flack tem QI de 136 (Quociente de Inteligência). A descoberta reforçou uma ideia que especialistas vêm destacando há anos: dificuldades de aprendizagem não significam falta de inteligência. Em muitos casos, como o de Poppy, ambos podem coexistir.
Apenas 1% da população britânica , onde ela nasceu, tem tanta inteligência. E foi a partir dessa descoberta que a garotinha recebeu o convite para o “clube dos superdotados”. A notícia boa deixou a mãe dela emocionada: “chocante e inesperado”, disse.
Dificuldades para escrever
O encaminhamento para o teste surgiu porque a Poppy tinha dificuldades com a escrita.
A mãe, Lucy O’Malley-Flack, acreditava que a menina enfrentava apenas desafios de aprendizagem, mas os resultados revelaram uma combinação incomum: dislexia e superdotação.
“Ela nunca foi o tipo de criança que parecia muito acadêmica”, explicou Lucy. “Mas sempre foi muito lógica e com ótimo raciocínio. Acho que sabíamos que havia algo especial ali.”
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Aceitação na Mensa
Após receber os resultados do teste, Lucy entrou em contato com a Mensa para avaliar a possibilidade de inclusão da filha no grupo. Pouco tempo depois, a resposta chegou por e-mail e Poppy havia sido aceita.
A mãe descreveu a reação da família como de orgulho e surpresa. “Ela é uma menina muito humilde, mas ficou feliz em fazer parte disso. Está adorando a experiência”, contou.
A Mensa, criada há mais de 100 anos, reúne pessoas com alto quociente intelectual em todo o mundo e promove trocas de conhecimento e incentivo ao desenvolvimento intelectual. Entre os nomes conhecidos que já fizeram parte da organização estão Isaac Asimov, Steve Martin e o astronauta Chris Hadfield.
Futuro promissor
Com o novo reconhecimento, Poppy agora sonha em ingressar em uma escola de gramática, que possui currículo mais avançado.
Ela ainda não definiu a carreira que pretende seguir na vida, mas a mãe acredita que ela será um caminho ligado à ciência ou às artes, áreas que exigem raciocínio detalhado e criatividade.
“Ela talvez não siga um trabalho comum, de rotina. Algo científico ou artístico parece mais o estilo dela”, comentou Lucy. “É um exemplo perfeito de como uma diferença de aprendizado pode caminhar lado a lado com o talento.”
De acordo com dados da BBC Test The Nation, o QI médio no Reino Unido é de cerca de 100. Com 136, Poppy está no topo da escala, ao lado de grandes gênios que marcaram a história.

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