Primo do dodô? Ave descoberta na Amazônia lembra a espécie extinta há 3 séculos

Pesquisadores brasileiros descobriram na Amazônia um pássaro que pode ser primo do dodô, uma ave extinta há 350 anos nas Ilhas Maurício que é conhecida por ser muito dócil e não ter medo de seres humanos.
O Tinamu-de-máscara-ardósia foi descoberto no topo da Serra do Divisor, no Acre, uma cadeia montanhosa isolada na fronteira entre Brasil e Peru. A descrição científica dele foi publicada na semana passada pela revista centífica Zootaxa.
A população estimada do tinamu na região é de pelo menos de 2 mil indivíduos. Porém, o fato de não ter medo de humanos pode colocá-lo em risco novamente, como aconteceu como dodô.
Onde foi encontrado
O estudo diz que o tinamu, também chamado de sururina-da-serra, foi registrado a mais de 300 metros de altitude, em uma área isolada no topo da Serra do Divisor, em Mâncio Lima, no extremo oeste do Acre. A equipe passou três anos em busca do tinamu, após registrar seu canto pela primeira vez em outubro de 2021. Os pesquisadores disseram que, além da raridade, o comportamento da ave chamou a atenção.
Expedições realizadas de 2024 a 2025 encontraram a ave caminhando tranquilamente pelo sub-bosque, sem demonstrar reação à presença humana. Em vários momentos, alguns dos pássaros chegaram a se aproximar da equipe.
“Uma coisa que diferencia ela é que ela não tem medo do ser humano como outros inhambus [Tinamu]. São aves terrestres que sofrem pressão de caça. As comunidades tradicionais costumam caçar aves dessa família para se alimentar”, disse Ricardo Plácido, pesquisador que participou da descoberta.
Leia mais notícia boa
- Pássaro dodô, extinto no séc. 17, poderá ser ressuscitado por cientistas
- Quem é o homem que dá frutas no bico de pássaros livres em casa e come junto com eles; vídeo
- Mulher alimenta pássaros livres na janela do apartamento e tem o melhor bom dia, diariamente; vídeo
E ele fez um alerta:
“Apesar de ser um parque, vai ser preciso um esforço de conservação dessa espécie por parte do poder público e da comunidade local porque por ela não ver o ser humano como uma ameaça, isso pode torná-la vulnerável até para biopirataria”, afirmou ao g1.
E também tem a questão da mudança climática que preocupa a respeito do provável primo do dodô da Amazônia:
“O habitat que ela vive e a altitude são áreas que são mais vulneráveis a alterações de temperatura […] se a temperatura da terra aumentar como vem acontecendo, a médio prazo pode ocasionar a extinção da espécie. Já tem vários estudos de cientistas que apontam que essas áreas mais altas são vulneráveis ao aumento da temperatura global. E as árvores podem definhar e modificar o tipo de ambiente. E isso pode afetar justamente o modo de vida dessa espécie que vive no chão sombrio da floresta”, alertou Ricardo Plácido.
Agora, o grupo que assinou a descrição da espécie trabalha para que o tinamu-de-máscara-ardósia seja oficialmente reconhecido em listas de fauna ameaçada, o que permitiria estabelecer medidas de proteção ao pássaro.

Concurso da Adab 2026 tem inscrições prorrogadas até domingo; salários de até R$ 7,4 mil
Gatinho é resgatado na rua, faz “carinha de coitado” e conquista família e internet
Vestido de papa, bebê brasileiro de 4 meses recebe bênção de Leão XIV no Vaticano
“Emergência Radioativa” é a 4º série mais vista da Netflix global; césio-137 em Goiânia
Veja como fazer pagamentos com a palma da mão, sem cartão; vídeo
Transfusão inédita salva vida de onça-pintada e ganha repercussão internacional
Mãe salva 3 filhos de incêndio em casa, provocado por secadora de roupas
Teatro Fernanda Montenegro é o novo nome do Teatro Copacabana Palace: homenagem em vida!
Artemis II é lançada com sucesso e dá para acompanhar a missão à Lua em tempo real; veja
Exército tem a 1ª mulher general da história; promoção sancionada pelo governo
Pequeno karateca brasileiro de 8 anos é o 3º melhor do mundo, em Malta
Tony Bellotto pede palmas para médico que o operou do câncer, durante show do Titãs em SP