Exército tem a 1ª mulher general da história; promoção sancionada pelo governo

Ela está fazendo história. A 1ª mulher general do Exército, em 377 anos da instituição, teve sua promoção assinada pelo presidente Lula, nesta terça, 31.
Claudia Lima Gusmão Cacho, tem 57 anos, era coronel e agora será general de brigada. Ela é a primeira mulher a ocupar a patente, que figura entre postos de oficiais generais, o topo da hierarquia da Força.
O documento foi publicado em edição extra do DOU (Diário Oficial da União). A medida era reivindicada pelo ministro da Defesa, José Múcio.
Quem é general
Claudia Gusmão foi indicada ao posto em 24 de fevereiro após ser escolhida em votação secreta realizada pelo Alto Comando do Exército, formado pelo comandante da Força, general Tomás Miguel Paiva, e pelos generais de quatro estrelas.
Cláudia Lima Gusmão Cacho é médica especializada em pediatria, nasceu no Recife (PE) e ingressou no Exército em 30 de janeiro de 1996.
Além da vida militar, ela é casada e mãe de duas filhas e já atuou como diretora do Hospital de Guarnição de Natal e do Hospital Militar da Área de Campo Grande.
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Carreira sólida
Cláudia Gusmão começou como oficial temporária, no então 42º Batalhão de Infantaria Motorizada, que fica em Goiânia, Goiás. De lá para cá construiu uma sólida carreira na área de saúde das Forças Armadas, onde se tornou coronel.
Além de atuar como diretora do Hospital Militar de Área de Campo Grande, ela foi chefe do Escalão de Saúde do Comando da 1ª Região Militar, no Rio de Janeiro, e diretora do Hospital de Guarnição de Natal, no Rio Grande do Norte.
Cláudia também chefiou a Divisão de Perícias Médicas da Inspetoria de Saúde no Nordeste e o Escalão de Saúde da 1ª Região Militar.
A nomeação para general
O Exército explicou o que é necessário para chegar ao cargo:
“A promoção ao posto de general de Brigada é resultado de criterioso processo de avaliação conduzido pelo Alto-Comando do Exército. Entre os requisitos estão o tempo de serviço, o mérito profissional, o desempenho em funções de comando e Estado-Maior e a realização dos cursos obrigatórios de altos estudos militares”, afirma a instituição militar.
E Cláudia tem todos esses requisitos.
Um marco na história da instituição
A promoção dela representa um marco em um longo processo de inclusão feminina no serviço militar.
O Exército teve sua fundação simbólica em 19 de abril de 1648, época da Batalha dos Guararapes.
Mas só passou a admitir mulheres em seus quadros complementares de oficiais a partir de 1992, 344 anos depois.
Já o alistamento voluntário feminino para servir como soldado começou apenas no ano passado, 2025, quando a primeira mulher foi nomeada subtenente.
No ano passado, 33.720 mulheres se alistaram em todo o território nacional; dessas, 1.010 começarão a trabalhar no Exército a partir de março deste ano.
Voltando à Cláudia, ela será responsável pelo comando de grandes unidades, como brigadas e exércitos em todo o Brasil.
Sim, a mulher pode estar onde ela quiser!

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