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CPF passa a ser número principal de identificação no SUS

Monique de Carvalho
01 / 02 / 2026 às 12 : 46
O CPF agora será o número de identificação da carteirinha do SUS, publicou o Ministério da Saúde - Foto: divulgação/MS
O CPF agora será o número de identificação da carteirinha do SUS, publicou o Ministério da Saúde - Foto: divulgação/MS

O Ministério da Saúde iniciou a emissão do Cartão Nacional de Saúde com o CPF como identificador principal no Sistema Único de Saúde. A mudança estabelece o CPF como número prioritário para identificação dos cidadãos nos atendimentos da rede pública.

A medida faz parte do processo de unificação dos cadastros do SUS e tem como objetivo simplificar o atendimento, reduzir registros duplicados e aumentar a segurança das informações de saúde. O CPF passa a organizar os dados de forma centralizada no Cadastro Nacional de Usuários do SUS.

Além de facilitar o acesso aos serviços, a adoção do CPF também contribui para a transformação digital do sistema público de saúde e para a melhoria da qualidade das informações usadas na gestão e no planejamento das políticas públicas.

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CPF como identificador único no SUS

Com a mudança, o CPF passa a ser o número principal de identificação nos atendimentos do SUS. O novo Cartão Nacional de Saúde apresenta o CPF em destaque, enquanto o antigo número do cartão continua existindo como Cadastro Nacional de Saúde, identificado como CNS e utilizado como referência secundária.

A orientação oficial aos profissionais de saúde é que o cidadão seja identificado prioritariamente pelo CPF. A unificação reduz a fragmentação de registros e facilita a localização do histórico de atendimento em diferentes unidades de saúde do país.

O Ministério da Saúde informa que o uso do CPF como identificador único também diminui riscos de erro e melhora a integração entre sistemas, garantindo maior agilidade no atendimento e na gestão das informações.

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Novo cartão e acesso digital

O Cartão SUS passa a ser emitido com nome e CPF por meio do sistema CadSUS Web. A versão digital do cartão estará disponível no aplicativo Meu SUS Digital a partir de outubro de 2025.

Com o novo modelo, todos os registros de atendimento ficam vinculados a um único identificador, o que permite acompanhar exames, consultas e procedimentos de forma contínua, mesmo quando realizados em locais diferentes.

A expectativa do Ministério da Saúde é que o acesso digital facilite a consulta de dados e reduza a necessidade de emissão de novos cartões físicos.

Atendimento garantido mesmo sem CPF

O Ministério da Saúde reforça que ninguém deixa de ser atendido no SUS por não possuir CPF. Populações indígenas, ribeirinhas, nômades, estrangeiros em trânsito e pessoas em situação de rua podem manter cadastros sem CPF, desde que a situação seja justificada em campo específico do sistema.

Em atendimentos de emergência, pacientes sem documentos continuam recebendo assistência normalmente. O registro é feito no CadSUS Web e, caso o CPF não seja informado posteriormente, o sistema poderá inativar o cadastro, sem impedir o atendimento imediato.

A garantia de acesso universal permanece como diretriz central do SUS, independentemente da documentação apresentada no momento do atendimento.

Impactos para profissionais de saúde

Para os profissionais, a principal mudança está na padronização da identificação dos pacientes. A utilização do CPF como número prioritário facilita a busca de informações e reduz a existência de cadastros duplicados.

A unificação dos registros permite que o histórico de saúde fique disponível de forma integrada em qualquer unidade do SUS, o que contribui para a continuidade do cuidado e para decisões clínicas mais informadas.

Mesmo com a nova diretriz, permanece a obrigação de prestar atendimento a todo cidadão, com ou sem CPF, realizando o registro no sistema sempre que necessário.

Ajustes e metas para a gestão pública

Desde julho de 2025, o Ministério da Saúde iniciou um processo de higienização da base de dados do SUS. Foram inativados 54 milhões de registros considerados inconsistentes ou duplicados. A meta é alcançar 229 milhões de registros ativos vinculados ao CPF até abril de 2026, número equivalente aos CPFs válidos na Receita Federal.

Ao todo, 41 sistemas nacionais passam por ajustes para adoção do CPF como identificador único. A previsão é concluir essa etapa até dezembro de 2026. Sistemas que não são mantidos diretamente pelo Ministério da Saúde serão adaptados por gestores estaduais e municipais, em articulação com o Conass e o Conasems.

O Ministério da Saúde também anunciou a realização de capacitações técnicas a partir de outubro de 2025. Estão previstos workshops, manuais, videoaulas e transmissões ao vivo para orientar gestores e profissionais de saúde durante o processo de unificação.

Integração com outras bases do governo

Com o CPF como identificador único, o CadSUS passa a operar de forma integrada com outras bases do governo federal, como as do IBGE e do CadÚnico. A medida segue as diretrizes da Estratégia Nacional de Governo Digital, coordenada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

A expectativa é que a padronização facilite o cruzamento de dados, melhore o planejamento das ações em saúde e aumente a eficiência da gestão pública, mantendo o foco no acesso universal e na organização do sistema.

O CPF agora será o número de identificação da carteirinha do SUS, publicou o Ministério da Saúde - Foto: divulgação/MS
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