Escola inteira aprende língua de sinais para que aluno surdo nunca se sinta sozinho

Quando as pessoas se unem, o resultado é sempre algo muito lindo, não é? Dessa vez, uma escola pública inteira aprendeu a Língua de Sinais para conseguir se comunicar com um menino surdo e não deixar que ele se sinta sozinho.
A mudança começou dentro da sala de aula e, pouco a pouco, envolveu toda a comunidade escolar. Ben O’Reilly, de 7 anos, está no primeiro ano da Campton Elementary School e também tem outras necessidades educacionais. Antes disso, a comunicação com colegas e professores era limitada, já que ele é o único aluno surdo do distrito.
Com a iniciativa, alunos, professores e funcionários passaram a aprender a língua de sinais de forma coletiva. O aprendizado foi incorporado à rotina e hoje aparece em diferentes momentos da vida escolar, dentro e fora da sala de aula.
Primeiros sinais
A mudança começou de forma simples, a partir da iniciativa de alguns alunos que decidiram aprender sinais básicos para conseguir conversar com o colega.
Entre eles está Reid Spring, que explicou que a ideia surgiu da vontade de incluir o amigo nas brincadeiras e atividades do dia a dia. Com poucos gestos, a comunicação começou a acontecer.
Outros estudantes passaram a se interessar e, em pouco tempo, o que era uma tentativa isolada virou um esforço coletivo dentro da turma.
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Aprendizado se espalhou pela escola
O envolvimento dos alunos chamou a atenção de professores de outras séries, que também decidiram aprender. A escola passou a incentivar o uso da língua de sinais em diferentes espaços.
A prática foi ganhando espaço nas aulas, nos corredores e até nos momentos de recreação. Mesmo quando o aluno não está presente, o uso dos sinais continua, como forma de manter o aprendizado ativo.
Com isso, a língua de sinais deixou de ser apenas um recurso de apoio e passou a fazer parte da convivência escolar.
Um cenário com poucas alternativas
A situação também reflete uma característica do estado de New Hampshire, Estados Unidos, que não possui uma escola específica para estudantes surdos. Nesse contexto, alunos com deficiência auditiva frequentam o ensino regular.
No distrito onde a escola está localizada, Ben O’Reilly era o único aluno surdo. Fora o acompanhamento de uma auxiliar, havia poucas possibilidades de comunicação direta.
Segundo a assistente Cheryl Ulicny, ele tinha dificuldade para criar vínculos no ambiente escolar, o que acabava limitando a interação com colegas e professores.
Comunicação no dia a dia
Com a adoção da língua de sinais, a rotina mudou. A comunicação começou a acontecer com mais frequência, em diferentes situações do cotidiano escolar.
Familiares do estudante, como Etta O’Reilly e Marlaina O’Reilly, afirmaram que perceberam a diferença na experiência vivida por ele na escola.
Atualmente, quase todos na escola conhecem ao menos o básico da língua de sinais.

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