Filhote de elefante-marinho nasce no litoral de SC e ocorrência rara surpreende especialistas; vídeo

Um filhote de elefante-marinho-do-sul nasceu em uma praia de Jaguaruna, no litoral de Santa Catarina, neste sábado (26). O nascimento chamou a atenção dos especialistas porque a região não é uma área habitual de reprodução da espécie.
A mãe e o filhote foram encontrados na faixa de areia durante a manhã e passaram a ser acompanhados por equipes do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). A área foi isolada para garantir tranquilidade aos dois durante as primeiras semanas de vida do bebê.
Pouco depois do nascimento, o filhote chegou a ser registrado vocalizando ao lado da mãe. O som lembra um choro e faz parte da comunicação entre os animais.
Nascimento é raro no litoral de SC
Apesar de elefantes-marinhos aparecerem ocasionalmente no litoral catarinense, encontrar uma fêmea com um filhote recém-nascido é uma situação bem mais incomum.
Segundo Morgana Gaidzinski, coordenadora do PMP-BS e do Museu de Zoologia da Unesc, Santa Catarina não é uma área de reprodução do elefante-marinho-do-sul.
A espécie costuma formar suas colônias reprodutivas mais ao sul do continente. Por isso, um nascimento em uma praia catarinense chama a atenção de pesquisadores e das equipes que monitoram os animais marinhos na região.
Outro nascimento já havia sido registrado no litoral do estado, em Garopaba, em 2024. Na ocasião, o caso foi apontado como o primeiro nascimento de um elefante-marinho-do-sul registrado no litoral brasileiro.
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Mãe e filhote serão acompanhados por semanas
Agora, a prioridade é deixar a mãe descansar e amamentar o bebê sem interferência humana.
As equipes devem acompanhar os dois diariamente durante pelo menos três semanas, período importante para a amamentação e o desenvolvimento inicial do filhote.
A orientação para moradores e visitantes é manter distância, não tocar nos animais e evitar qualquer tentativa de aproximação para fotos ou vídeos.
A presença excessiva de pessoas pode provocar estresse na fêmea e prejudicar os cuidados com o recém-nascido.
Área foi isolada
Equipes responsáveis pelo monitoramento delimitaram uma área ao redor dos animais para impedir que curiosos cheguem perto demais.
Durante esse período, mãe e filhote podem permanecer bastante tempo na areia, e isso não significa necessariamente que estejam precisando ser devolvidos ao mar.
O acompanhamento dos especialistas vai permitir observar a evolução do filhote e garantir que os dois possam passar por esse período com o mínimo possível de interferência.
Veja o vídeo abaixo:

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