Tucano ganha bico em 3D após sofrer ataque de onça

Médicos veterinários de Jundiaí, em São Paulo, se uniram para dar a um tucano uma nova chance. A ave, que havia perdido o bico durante o ataque de uma onça, ganhou um “implante” em 3D.
A equipe produziu o novo bico em resina e a peça levou aproximadamente dois meses para ficar pronta. E o tucano, batizado de Miguel, parece que amou o presente!
A ideia partiu da doutora Anna Beatriz Nicolau Rocha, que ficou comovida com a situação do animal. Assim, ela decidiu estudar sobre o novo tipo de implante que desse mais qualidade de vida ao Miguel. Todo o processo envolveu uma equipe de 15 profissionais.
Primeiro caso
Anna se orgulha muito da equipe. Esse foi o primeiro caso de implante 3D em tucano da equipe e a peça foi produzida em tempo recorde.
“O Miguel deu entrada em Franco da Rocha sem a parte do bico e com outra parte comprometida. O dono do tucano doou pra gente, pois dizia não conseguir arcar com os custos para mantê-lo. Nós já tínhamos visto alguns relatos de implantes feitos em impressoras 3D, mas percebemos que estavam todas fadadas ao fracasso por conta da baixa durabilidade”, conta a veterinária.
De acordo com a doutora, esse implante garante ao tucano a mesma qualidade de vida anterior ao incidente com a onça.
Anna explica que a resina utilizada no novo bico é a mesma aplicada por dentistas. A peça ficou anatômica, leve e o peso total não passou de 30 gramas. Isso garantiu sustentação e funcionalidade, além de distribuição da mordida do tucano.
“A prótese produzida é maciça e não oca. Como o bico do tucano é aerado, a prótese segue esta anatomia. Ele [Miguel] foi o primeiro tucano a usar o pino intramedular com a resina fotopolimerizadora. Existem aproximadamente três tucanos no mundo com próteses feitas em impressoras 3D, mas utilizam uma resina acrílica normal e que não dura muito tempo”, conta Anna.
Nova chance
Segundo Anna Beatriz, com o novo bico implantado e cicatrizado, a qualidade de vida de Miguel melhorou. A ave consegue agora se alimentar bem e se tornou até mais sociável e amoroso.
“O Miguel era nervoso também, super assustado e não deixava ninguém chegar perto dele que já gritava. Hoje é brincalhão e até dorme junto”, finaliza. No entanto, ainda não há uma data prevista para quando ele poderá retornar para a natureza.
Com informações de Tribuna de Jundiaí

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