The Dark Side of The Moon: disco fenomenal do Pink Floyd completa 40 anos

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Comercial
Atingir a marca de 50 milhões de cópias vendidas em todo o planeta, atrás apenas do desempenho do imbatível Thriller, de Michael Jackson, é para poucos, ou só para The Dark Side Of The Moon, do Pink Floyd.
O disco, que virou mito na história da música, permaneceu incríveis 741 semanas (15 anos) na lista dos mais vendidos da revista americana Billboard.
A harmonização perfeita entre quantidade e qualidade é o principal dos vários trunfos de The Dark Side of The Moon, o oitavo dos 14 álbuns de estúdio do Pink Floyd, cujo lançamento completa 40 anos agora no começo de março.
O disco, produzido pela própria banda londrina entre junho de 1972 e janeiro de 1973 nos míticos estúdios Abbey Road é um fenômeno.
Trata-se de um trabalho “conceitual”, ao gosto da época de excessos “progressivos”, mas que diverge de contemporâneos complicados como Yes e Emerson, Lake & Palmer ao enfocar nas letras inquietudes tipicamente humanas e atemporais, como a angústia em relação à passagem do tempo (“Time”), os perigos da relação com o dinheiro (“Money”) e a (in)sanidade (“Brain Damage”).
É complexo sem ser chato, e elaborado sem deixar de lado o acessível, o “assobiável”.
Além disso, equilibra astutamente a presença de belas e inesquecíveis canções, excelência instrumental – os solos de guitarra de David Gilmour são tão memoráveis quanto as melodias – e pioneiros experimentos psicodélico/eletrônicos. Ouça “On The Run”.
The Dark Side of The Moon ocupa um lugar especial na história da música pop também pela mitologia criada a seu redor.
Mistério ou coincidência
É impossível falar deste disco, por exemplo, sem mencionar seu misterioso “parentesco” com o filme The Wizard of Oz (“O Mágico de Oz”, 1939), uma das melhores lendas urbanas do rock, passada de boca em boca – e sempre negada pela banda – desde 1995.
O álbum serviria como uma trilha sonora sincronizada quase perfeita para a película.
O que pode levar a pensar que ou Gilmour, Water, Wright e o baterista Nick Mason compuseram, arranjaram e gravaram The Dark Side assistindo às aventuras de Dorothy e seus amigos, em um trabalho milimétrico, ou alguma espécie de coincidência “cósmica” ocorreu.
Ao dar play no disco do Pink Floyd exatamente quando o célebre leão da MGM acaba de rugir pela terceira vez na vinheta de abertura, encontramos uma série de momentos em que a junção som e imagem dão sentido ao enigmático “projeto”, batizado pelos fãs de The Dark Side of The Rainbow (em alusão ao arco-íris citado na canção “Over the Rainbow”, a mais famosa do longa).
Não acredita? Então veja as duas obras sobrepostas no vídeo abaixo.
Com informações da Veja

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