Veterinária cria cadeira de rodas barata para cães com paralisia

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Comercial
Foto: G1
Uma médica veterinária está produzindo cadeiras de rodas com materiais alternativos e preço acessível, para pessoas de pouco poder aquisitivo.
A profissional, de Santos, litoral sul de São Paulo, fez a terceira peça e só não produz mais unidades por falta de tempo.
A veterinária Marcela Sanches, de 29 anos, conta que a ideia surgiu há alguns anos, mas só no final de 2012 foi colocada em prática.
“Eu já tinha visto várias imagens de pessoas tentando fazer cadeiras artesanais. Busquei uma quantidade de fotos de carrinhos diferentes, e minha tia, que é quem mexe com essas coisas, me ajudou a montar uma cadeirinha que funciona”, explica.
A médica explica que só trabalha com reabilitação e que grande parte dos animais que atende tem problema ortopédico ou neurológico. A cadeirinha é uma opção para dar qualidade de vida aos cãezinhos.
“A principal linha de carrinhos comerciais é vendida a um preço pouco acessível, entre R$ 500 e R$ 800, o que para muita gente é caro. No nosso caso, quem tem condições, paga o valor do material vezes dois, para cobrir o aparelho de um segundo animal carente. Sai menos de R$ 100 as duas. O custo médio de uma cadeirinha é R$ 50”, diz.
A veterinária diz que não tem tempo para se dedicar integralmente à confecção das cadeirinhas.
“Se eu pudesse me dedicaria só a coisas beneficentes, mas não tenho como. Nós agora estamos produzindo a terceira cadeira de rodas, para um cãozinho que foi abandonado na Via Anchieta e ficou três dias com a coluna fraturada”, relata.
Marcela explica que o mais importante é divulgar a recuperação dos animais. “Tem gente que manda eutanaziar o animal paralítico. A nossa meta é a conscientização de que é preciso aceitar o animal especial em casa. Isso é mais importante que a própria cadeirinha. Existem, sim, possibilidades e tratamentos viáveis. E quando não dá, quando o animal fica paralítico para sempre, pelo menos temos a cadeirinha e coisas que podemos fazer para o cão ter uma vida normal, que é o mais importante. Eu sempre busco qualidade de vida. É o que a gente pode fazer”, conclui.
Com informações do G1.

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