Médicos implantam vaginas feitas em laboratório nos EUA

Foto: BBC/WFIRM
Um grupo de médicos americanos conseguiu implantar vaginas criadas em laboratório em quatro mulheres que nasceram com anomalias.
Os médicos do Centro Médico do Hospital Wake Forest, no Estado americano da Carolina do Norte, usaram uma tecnologia pioneira retirando amostras de tecido das mulheres e construindo em laboratório a parte implantada a partir de um molde biodegradável.
Depois do implante, as pacientes relataram níveis normais de “desejo, excitação, lubrificação, orgasmo e satisfação”, além de não terem relatado dor durante a relação.
Os especialistas afirmam que o estudo, publicado na revista especializada Lancet, é a última amostra dos avanços em medicina regenerativa.
O tecido artificial foi implantando em pacientes que sofriam de má formação dos órgãos genitais.
A formação incompleta se dá, geralmente, ainda durante a gestação, o que pode acarretar outros problemas na vida adulta dessas mulheres, como anomalias em órgãos reprodutivos.
Duas das pacientes, por exemplo, tinham as vaginas conectadas ao útero.
Agora, depois do implante, elas relatam vida sexual normal.
Ainda não ocorreram casos de gravidez, mas em teoria isto é possível.
Tratamentos atuais e inovação
Os tratamentos usados atualmente para este tipo de problemas podem envolver cirurgias complicadas para a criação de uma cavidade que é revestida com partes do intestino ou enxertos de pele.
O novo tratamento não. Ele foi iniciado pelos médicos do Hospital Wake Forest quando as pacientes ainda estavam na adolescência.
O primeiro implante ocorreu há oito anos.
A região pélvica das jovens foi escaneada e as imagens foram usadas para criar um molde em 3D para cada paciente.
Uma pequena amostra de tecido retirada da vulva de cada uma, que não tinha se desenvolvido normalmente, foi então cultivada para a criação de novas células em laboratório.
Células musculares foram implantadas do lado de fora do molde e células da parte interna da vagina na parte de dentro. Os moldes com as células foram mantidos em um reator biológico para alcançar o tamanho desejado e, depois, implantados cirurgicamente em cada uma das pacientes.
Uma das pacientes, que deu entrevista sem revelar o nome, afirmou que se sente “muito feliz, pois agora tenho uma vida normal, completamente normal”.
“Realmente, pela primeira vez criamos um órgão inteiro que nunca esteve lá, foi um desafio”, disse à BBC Anthony Atala, diretor do Instituto de Medicina Regenerativa do Wake Forest.
O médico afirmou que ter uma vagina normal era “algo muito importante” para as vidas das pacientes e testemunhar a diferença que o tratamento fez “foi muito gratificante”.
Com informações da BBC.

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