Autismo: substância reverte sintomas em ratos

Foto: reprodução
Pesquisadores conseguiram reverter os sintomas do autismo, usando uma substância que trata a doença do sono.
A equipe da Universidade da Califórnia, EUA, que realizou a experiência em ratinhos, espera fazer testes clínicos em crianças autistas ainda este ano.
A investigação partiu de uma nova teoria, desenvolvida há cerca de 1 ano pelo professor de genética Robert K. Naviaux, segundo a qual a origem do autismo é, em parte, genética mas resulta também de problemas relacionados com o metabolismo.
Naviaux defende que apenas 20% da origem do autismo tem base em questões genéticas.
“As células têm um halo de metabólitos, pequenas moléculas envolvidas no metabolismo, e nucleótidos que emitem uma espécie de brilho que comunica a saúde das células”, explica Naviaux.
“As células afetadas por micróbios – como bactérias, vírus ou outros elementos como a poluição – reagem de forma defensiva.
As suas membranas mudam e os processos metabólicos internos são alterados, sobretudo na mitocôndria e, se esta alteração ocorrer na infância, pode afetar o desenvolvimento neurológico”, porque as células emitem um sinal de perigo e “deixam de falar umas com as outras”, acrescenta.
Doença do sono
Naviaux e a sua equipe testaram o efeito da substância suramina – um conhecido inibidor celular usado para tratar a doença do sono, uma patologia muitas vezes fatal que no seu estágio final causa problemas neurológicos.
Uma dose faz efeito durante uma semana.
Os cientistas descobriram que a suramina consegue bloquear os sinais de perigo emitidos pelos nucleótidos, fazendo com que as células regressem ao seu comportamento normal e corrigindo o metabolismo.
Os efeitos do medicamento não foram permanentes, mas os resultados são animadores: uma dose individual fez efeito ao longo de cinco semanas.
O problema é que a ingestão de suramina não é recomendada a longo prazo, uma vez que causa problemas de anemia.
Mesmo assim, Naviaux garante que estes resultados são suficientemente encorajadores para avançar, em breve, com testes clínicos em crianças diagnosticadas com autismo.
Com informações do Boas Notícias.

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