Cientistas revertem perda da memória: Alzheimer

Foto: Helgi Halldórsson/WikiMediaCommons
A perda de memória em pacientes com Alzheimer foi revertida pela primeira vez em seres humanos.
O tratamento, feito pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, EUA, melhorou a memória de 9 dos 10 pacientes estudados, num prazo de 3 a 6 meses de tratamentos.
A boa notícia foi divulgada pelo site do jornal britânico Daily Mail.
Tratamento
O tratamento envolve um programa terapêutico complexo, com 36 diretrizes.
Ele combina mudanças na dieta, estimulação cerebral, exercícios, otimização do sono, drogas específicas e vitaminas, tudo que afeta as propriedades químicas do cérebro.
O coordenador do programa, Dale Bredesen, do centro de pesquisa do Alzheimer da universidade, submeteu as 10 pessoas do teste a um conjunto de mudanças no estilo de vida.
Eliminou da dieta delas hidratos de carbono, glúten e alimentos processados.
Ele também instituiu a prática de meditação duas vezes por dia, mais a ingestão de vitaminas e óleos de peixe, entre outras alterações.
Resultados
Seis pacientes, que tinham parado de trabalhar no período que se uniram ao estudo, se sentiram aptos para voltar e continuar trabalhando, com melhora de performance.
Segundo Bredensen, todos se beneficiaram das melhorias menos uma pessoa com Alzheimer em estado avançado, situação que não pôde ser revertida, mesmo seguindo as diretrizes estabelecidas.
Ele acredita que as conclusões podem trilhar caminhos para o primeiro tratamento efetivo para a doença.
No entanto, novos testes precisam ser feitos na área, já que até hoje nenhum remédio foi capaz de parar ou mesmo desacelerar a progressão do Alzheimer.
Furos
O especialista afirma que bilhões de dólares já foram investidos na busca de alternativas para a doença, sem sucesso.
“Isso sugere que uma abordagem terapêutica mais ampla, ao invés de uma única droga que tem como objetivo um único alvo, pode ser altamente mais eficaz para tratar o declínio cognitivo causado pela doença do Alzheimer.”
Ele comparou a doença a um telhado repleto de furos, sendo que a droga agiria em apenas um deles.
“Ela vai funcionar, e um único buraco vai ser consertado, mas você ainda tem 35 lacunas”, observa.
Bredensen complementa que a abordagem proposta é personalizada para cada paciente. Ele admitiu, no entanto, que o estudo tem falhas e precisa ser aprimorado.
Os resultados indicam que a perda de memória pode ser revertida, mas Bredensen alerta que será preciso replicar estas conclusões para apurar a verdadeira eficiência do programa.
“É necessário um ensaio clínico mais amplo, não apenas para confirmar ou anular os resultados aqui obtidos, mas para analisar questões como o grau de melhoria que é possível obter diariamente, até que fase da doença é possível reverter a perda de memória”, entre outros aspetos, conclui.
Com informações jornal Aging, DailyMail e Terra

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