EUA anunciam reabertura da embaixada em Cuba

Foto: Pablo Martinez Monsivais/AP
Uma decisão histórica.
Após 18 meses de conversas mediadas pelo Papa Francisco, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira (1º) que seu país retomou relações diplomáticas com Cuba e que os dois países irão abrir embaixadas nos respectivos territórios.
Segundo Obama, ainda no verão americano, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, irá a Cuba para hastear a bandeira dos EUA novamente em Havana.
“Mais de 54 anos atrás, no coração da Guerra Fria, os Estados Unidos fecharam sua embaixada em Cuba. Hoje posso anunciar que retomamos as relações diplomáticas e vamos reabrir nossa embaixada nos dois países”, disse Obama no jardim da Casa Branca.
O presidente americano ressaltou que está diante de um passo histórico, e afirmou que o progresso ocorrido nas relações entre os dois países mostra que “não devemos ficar presos no passado”.
“Um ano atrás poderia parecer impossível que os Estados Unidos um dia voltariam a hastear nossa bandeira… sobre uma embaixada em Havana”, disse Obama.
Impacto
O presidente afirmou que as medidas não são apenas simbólicas, mas terão como impacto direto na vida dos cubanos – trabalhando com o país para avançar no campo da democracia e dos direitos humanos.
Ele ressaltou, entretanto, que os dois países seguem tendo diferenças profundas, que incluem a liberdade de expressão. Por isso, os EUA continuarão a se manifestar quando não concordarem com os valores cubanos.
O presidente americano ainda afirmou que já é hora para o Congresso americano levantar o embargo econômico contra Cuba – medida que o governo cubano declarou ser necessária para o restabelecimento de relações entre os países.
História
O acordo de dezembro também incluiu uma troca de prisioneiros e tentou deixar para a história 56 anos de recriminações mútuas desde que os rebeldes comandados por Fidel Castro derrubaram o governo de Fulgencio Batista, apoiado pelos EUA, em 1º de janeiro de 1959.
Dois anos mais tarde, o presidente norte-americano, Dwight Eisenhower, fechou a embaixada dos EUA em Havana, em 3 de janeiro de 1961, menos de três semanas antes de o presidente eleito, John F. Kennedy, tomar posse.
Em abril do mesmo ano, Kennedy iria autorizar a invasão de Cuba pelos EUA, organizada por uma força de exilados cubanos. O ataque à Baía dos Porcos falhou e reforçou a posição de Fidel no país e no exterior.
Em outubro de 1962, Washington e Moscou quase foram à guerra nuclear por causa de mísseis soviéticos estacionados em Cuba.
Com informações do G1

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