Voluntário ajuda morador de rua a se formar: incentivo

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Foto: Reprodução/RBSTV
Foto: Reprodução/RBSTV

A bondade, dedicação e incentivo de um voluntário mudaram a vida de um morador de rua.

A cena de um sem-teto sentado sobre uma caixa de papelão, com um caderno nas mãos chamou a atenção de Bruno Becker, voluntário em um projeto que distribui alimentos em Florianópolis.

Curioso, ele quis saber o que o rapaz escrevia naquele caderno, e ouviu a resposta: era um trabalho de escola.

“Dava pra ver o brilho nos olhos dele, a vontade de mudar”, conta Bruno.

“A gente começou a apoiar ele de diversas formas e já no primeiro dia eu falei que iria na formatura dele”, lembra o voluntário.

“A gente vê muita gente acomodada, independentemente da classe social.  Ao invés de achar desculpa pra não ir, ele encontrava motivos pra ir. Ele tinha 100% de frequência na escola”. “É um exemplo de superação”, diz o voluntário.

Hoje, ex-morador de rua, Eduardo Anderson Barbosa está com 33 anos. Ele se formou em dezembro no supletivo. Concluiu o Ensino Médio

Formatura

“No dia que eu me formei, a única pessoa que estava lá era o Bruno. Eu nao tinha ninguém, todo mundo com a sua família. É uma pessoa muito especial na minha vida”, conta o ex-morador de rua.

“Não falo só pela roupa, por ter ajudado a arrumar trabalho, ter pago meu aluguel, mas pelo tratamento, pelo carinho que tem comigo. Isso eleva a minha auto estima”, diz Eduardo.

História

Eduardo viveu por quatro anos nas ruas. “Perdi um pouco o sentido da vida. Posso dizer que foi um pouquinho de depressão”, conta.

“A gente é descriminado. É como se você não existisse. Não importa o que você faça, as pessoas passam do teu lado e não te veem”.

Vida nova

Graças ao estudo e ao apoio do amigo voluntário, Eduardo hoje tem uma vida bem diferente: saiu das ruas e trabalha em um restaurante.

“Minha vida hoje está maravilhosa, comparada a um tempo atrás. Eu moro numa casa grande, sala, cozinha, dois quartos. Tenho emprego de frente para a praia, emprego melhor não tem”, conta.

A única coisa que não mudou foi a vontade de aprender. “Eu quero estudar, estudar e estudar. É minha meta”, diz Eduardo.

Com informações G1