Santuário brasileiro cuida de aves de rapina maltratadas

Por Thiago Inter, do Próximo Embarque, para o SóNotíciaBoa.
Existe um lugar mágico no Brasil onde você pode conhecer e interagir com o mundo das aves de rapina.
É o Parque dos Falcões, um santuário para os animais que são resgatados de ambientes hostis produzidos pelo homem.
Fica na Serra de Italiana, a 45 km de Aracaju. O lugar fica entre as montanhas e chácaras do município, um pouco difícil de chegar.
Logo vimos um monumento de um urubu branco, uma homenagem do dono do parque à sua ave que foi roubada, segundo ele, por pesquisadores.
Chegando ao local, um sítio simples mas bem estruturado para todas as espécies de aves, conhecemos o José Percílio. Homem simples, de uma fala difícil de se compreender.
Mas basta um pouco de tempo ao lado dele para perceber que é com as aves que ele se entende. Uma imitação de som produzidos por elas e percebemos logo esta conexão.
Sim, Percílio nasceu falcão em um corpo humano. É incrível como ele manipula os animais. Como se comunica com eles e consegue transformá-los em amigos íntimos.
Falcão de guarda
Até um “guarda” ele contratou para vigiar a propriedade. Trata-se do Psicopata. Um falcão que não deixa pessoas desacompanhadas de Percílio andarem pelo sítio sem fazer voos rasantes pelas cabeças dos desconhecidos.
Na presença do anfitrião, Psicopata não faz nada, apenas observa de longe.
O contato com estes bichos se torna algo mágico. Além de conhecer o trabalho desenvolvido pelo responsável, tudo registrado e fiscalizado pelo Ibama, podemos também perceber que estas aves são um dos animais mais fiéis ao homem.
Deve ser por isso que, há séculos, os falcões são usados como ferramenta de caça na Europa e Ásia. E Percílio defende isto veementemente.
O homem de jeito simples conhece cada espécie, sabe como lidar com todas e faz um trabalho importantíssimo para a fauna.
Abrigo
Ele retira bichos que sofreram maus tratos ou fugiram de ambientes degradados pelo homem e os trata.
Alguns, depois de recuperados, são soltos na natureza. Outros vivem em cativeiro e passam a ser fiéis ao dono. Voam juntos a ele, caçam, passeiam e até participam de filmes estrangeiros.
O Ibama sempre encaminha os animais maltratados para lá, já é de praxe. A organização passou a ser braço direito do órgão ambiental.
Tratamento
O trabalho de Percílio não é exploratório. Ele faz de tudo para que as aves se recuperem.
O tratamento dado é algo muito generoso e o passeio pela propriedade também não se enquadra no esquema de tirar dinheiro de turista.
Com apenas R$ 25,00, o visitante conhece muito deste impressionante mundo das aves de rapina.
Na volta para casa, fica o sentimento de que algo está sendo feito para salvar o que ainda resta do nosso meio ambiente e um soldado é incansável para proteger o que ainda nos resta.
Conheça o Parque dos Falcões aqui.
Com informações do PróximoEmbarque

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