Vítima de bullying vai estudar balé nos EUA: ganhou bolsa

Um adolescente brasileiro venceu o bullying, o preconceito e deu o troco com seu sucesso.
Thiago Pereira de Oliveira ouviu piadinhas e colecionou “apelidos” na escola por gostar de balé. Hoje os agressores ficaram para trás e Thiago ganhou uma bolsa para dançar nos Estados Unidos.
O jovem de 17 anos, morador de Tatuí, interior de São Paulo, descobriu o balé aos 12 e agora vai estudar balé clássico na Joffrey Ballet School, renomada escola de Nova York.
O rapaz fez um curso em São Paulo, participou de uma audição, concorreu e conquistou a sonhada bolsa de 100% para estudar nos EUA.
Ele tem economizado cada centavo que recebe ajudando seu pai na padaria da família, que não tem condições de arcar com os custos da viagem. O curso começa dia 4 de junho e tem duração de sete semanas.
“Ganhei apenas a bolsa, mas para ficar lá estou juntando dinheiro. O passaporte e o visto eu já consegui com ajuda de familiares, agora estou buscando recursos para gastos com alimentação e moradia”, contou ao G1.
Preconceito
Thiago conta que sofreu preconceito, principalmente na escola, quando começou praticar aulas de balé.
“No começo eu escondia que fazia balé porque pensava ‘Onde já se viu um menino dançando balé, usando aquelas roupas apertadas?”, lembrou.
Ele contou que recebeu diversos apelidos, mas conta que levou sempre “na esportiva” e, aos poucos, conseguiu mostrar aos seus amigos que o balé é uma arte e algo que o fazia bem.
“Eu parei de me incomodar com o preconceito e hoje meus amigos até me acompanham nos festivais, eles dizem que gostam de me ver dançar… Então o que antes era um preconceito, hoje dá orgulho”, afirma.
Apoio
Para a mãe Maria Lucimayre Pereira dos Santos, o filho é motivo de orgulho.
“Quando acompanhava a irmã, ele foi se encantando por esse mundo, foi vendo que muitos meninos faziam balé e isso foi o primeiro incentivo para começar na dança. Ele é merecedor de tudo o que vem conquistando”, afirma.
“O apoio dos meus pais foi fundamental para eu enfrentar esse preconceito”, relata.
Thiago diz que a dança é uma maneira que encontrou para se expressar.
“Uso para mostrar quem eu sou, para me expressar e para mostrar o que eu estou sentindo, por isso estou sempre dando meu melhor. Eu sei que a vida de artista não é fácil, mas desistir não está no meu vocabulário”, lembra.
Com informações do G1

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