Após leucemia, ela ensina como trabalhar menos e ganhar mais

A experiência difícil de ser diagnosticada com leucemia e conseguir se curar da doença, mudou a vida de uma professora de Belo Horizonte, Minas Gerais e dos alunos dela também.
Maria Elisa Lima, professora e fundadora da Escola Trade/se, em Belo Horizonte, conta que trabalhava muito e não tinha tempo para viver. Mas quando ficou cinco meses internada em um hospital pra fazer o tratamento viu o que o mais importante era estar viva.
Quando teve alta, ela foi trabalhar como gerente em uma editora e pediu para ficar quatro horas por dia no emprego. Ela passou a ganhar menos, mas decidiu se adequar àquele salário.
Em 2015, insatisfeita com o volume de trabalho, Elisa começou a investir na bolsa de valores, passou a ganhar dinheiro e a guardar. Dai para abrir uma escola e ensinar as pessoas a investirem, foi um pulo.
“Ao ensinar como operar na bolsa de valores, consigo na verdade dar aos meus alunos a opção de escolha…o que fazer com o tempo livre. Porque a maioria das operações é realizada em menos de 4 horas. Isso sem sair de casa”, revelou ao SóNotíciaBoa.
E os 300 ex-alunos que ela contabiliza agradecem:
A maioria me agradece por ter apresentado um novo estilo de vida. Esse era o propósito, por eu ter visto que a vida é muito mais que trabalho”, diz.
Foi bom também para Maria Elisa, que passou a curtir mais a vida, ir ao cinema, piscina..
“Isso foi libertador”, comemora.
Ensinar
“Minha primeira turma foi com ex-alunos da faculdade. E depois eles foram me indicando porque começaram a ganhar dinheiro. Acho que esse era o meu destino: ensinar os outros a ganhar dinheiro, lidar com isso e ainda ter qualidade de vida”, fala.
Depois que estava com 70 ex-alunos, a professora resolveu abrir a escola e passou a ofertar, além do curso de investimentos em ação, o da renda fixa, previdência privada e de finanças pessoais.
“Além de aprender a operar na bolsa eu também ensino técnicas como a alavancagem, que faz com que alunos com pouco patrimônio consigam ganhar de 500 a 700 reais por dia. Eu só explico o que as pessoas não contam. O mercado financeiro é um clubinho fechado para quem tem dinheiro e eu quero trazer quem não foi convidado para fazer parte”, explica.
Quebrar mitos
“As pessoas acham que fazer investimentos é difícil, mas, na realidade, a bolsa de valores não é um cassino. Minha ideia é quebrar esse mitos, pois existe uma técnica para investir. Você não precisa perder tudo para falar que errou”, explica Maria Elisa.
A professora sempre gostou de investimentos.
Economista de formação, ela só entrou nesse universo de vez quando fez um mestrado de finanças.
“Na graduação a gente não vê nada sobre bolsa de valores, mas tinha contato com algumas coisas sobre investimento e eu sempre soube direcionar muito bem meu dinheiro”, conta.
Mesmo ganhando bolsa de estagiária, Maria Elisa conseguiu pagar um intercâmbio. Uma parte foi custeada pelo pais e outra pela estudante.
“Não foi barato, mas me planejei para os meu propósitos. A partir do momento que você se organiza, as coisas começam a acontecer”, fala.
Herança do pai
Maria Elisa conta que puxou a organização na parte financeira de seu pai, um engenheiro que sempre esquematizou e fez planejamento financeiro.
“Acho que isso fez a diferença na minha vida. Poucos amigos foram criados nesse ambiente. Eu fui e aprendi desde cedo a lidar com o dinheiro dessa forma”, fala.
Ela chegou a trabalhar como administradora e também atuou como analista de investimentos de uma empresa de engenharia. Mas foi como professora que se realizou profissionalmente.
“Sempre gostei de dar aula, principalmente das matérias que ninguém gosta, como estatística e econometria. Também dava aula de empreendedorismo e sempre tentei trazer as finanças de uma forma que os alunos conseguissem visualizar”, fala.
Com informações do Uol e SNB

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