Ceará: 12º em riqueza e um dos 5 primeiros em educação

O Ceará é o 12º estado do Brasil em riquezas, mesmo assim, 77 das 100 melhores escolas públicas brasileiras do ensino fundamental estão lá.
É o que mostra o ranking do Ideb – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – do Ministério da Educação, que mede o resultado dos alunos em provas de português e matemática e a taxa de aprovação das escolas.
No índice, o Ceará só fica atrás de estados do Sul e Sudeste como SP, MG, SC, PR.
Na alfabetização, segundo o Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará (Spaece), o número de crianças que concluíam o 2º ano do ensino fundamental alfabetizadas saltou de 39,9% para 87% entre 2007 e 2016.
O Ceará também vai bem no IOEB – Índice de Oportunidades da Educação Básica, que mede dados como a experiência dos diretores, a formação dos professores, o tempo de jornada escolar.
Neste índice, o estado tem sete escolas entre as dez melhores do país.
Nos anos iniciais do ensino fundamental medidos pelo Ideb, as instituições cearenses registraram uma nota média de 5,9, frente a uma meta de 4,5.
Já nos anos finais, a nota bateu em 4,8, cinco décimos acima da meta de 4,3.
As melhores escolas do estado – e do Brasil – como a Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental São Joaquim, em Coreaú, e a Escola Municipal Emílio Sendim, de Sobral, foram avaliadas com nota muito próxima do conceito máximo, chegando a 9,8.
Como
Em Sobral, cidade de cerca de 150 mil habitantes no semiárido cearense que ostenta os melhores dados municipais, nas últimas duas décadas, as escolas têm sido administradas com uma visão que vai além da política, transcende os diferentes governos.
“Nós investimos em um princípio de meritocracia, com o município implantando um processo seletivo para diretores e coordenadores pedagógicos baseada na competência dos profissionais. Não são indicações de cunho político como costuma acontecer em outros locais”, destaca o secretário de educação de Sobral, Herbert Lima.
Com a gestão escolar fortalecida e mais independente, as escolas contam com maior autonomia em relação ao modelo de ensino e à aplicação dos recursos.
Os professores também são incentivados através de gratificações financeiras baseadas no desempenho dos alunos – tanto os profissionais quanto as escolas são premiados de acordo com os resultados medidos periodicamente. Alunos com dificuldades recebem atividades de reforço no turno inverso.
Em Sobral, uma avaliação local ocorre ao final de cada semestre letivo, e os educadores que se destacam recebem uma gratificação extra no contracheque.
Políticas de intercâmbio com outras escolas do país também são mantidas no município, com alunos sobralenses participando de diferentes olimpíadas escolares, como a de Matemática e a de Física.
Alfabetização
Nos anos 2000, uma avaliação demonstrou que 48% dos alunos do município eram analfabetos funcionais.
O maior investimento e a mudança nos modelos de gestão renderam resultados rápidos: em 2009, os anos iniciais do ensino fundamental em Sobral já despontavam com uma nota de 6,6 no Ideb, superior à meta nacional para o ano de 2021 – que é de 6,0, considerando a média de todas as instituições públicas e privadas.
Na mais recente avaliação do MEC, a média do município batia em 8,8. Sobral tornou-se caso estudado internacionalmente, e foi convidado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para participar do próximo Pisa (o Programa Internacional de Avaliação de Alunos, na sigla em inglês) de forma independente.
Antes, o município realizava a prova apenas como parte da média brasileira – agora, terá também uma nota própria, à parte do restante do país.
Para Herbert Lima, um grande diferencial que a cidade mais bem avaliada do Ceará possui é a valorização da formação continuada dos professores, que passam por atualizações constantes.
Na Escola de Formação Permanente do Magistério e Gestão Educacional (Esfapege), os profissionais da rede pública municipal passam por cursos de capacitação mensais.
“É uma atualização não só dos conteúdos propriamente ditos, como língua portuguesa, matemática e ciências, mas também uma qualificação da formação que eles tiveram em sua formação inicial, ainda na universidade”, explica o secretário.
“A formação passa pela instrumentação e pela boa prática de sala de aula: como motivar os alunos, como abordar determinados conteúdos, como trabalhar com materiais concretos e recursos pedagógicos”, completa.
Com informações da GazetaDoPovo

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