Alunos criam triciclo motorizado portátil para idosos

Um triciclo motorizado, para ajudar idosos na locomoção, foi criado por estudantes da Escola Politécnica (Poli) da USP, em São Paulo.
O XD foi pensado como solução de mobilidade para complementar o transporte público e cobrir pequenas distâncias de pessoas entre 53 e 71 anos de idade.
O veículo, que pode ser “dobrado” e carregado, recebeu o prêmio Siemens PLM Software Excellence e a classificação em primeiro lugar na categoria Engenharia de Manufatura, em segundo na categoria Engenharia de Produto e em terceiro em Pesquisa de Mercado no Global Vehicle Development Project.
A competição, que ocorre anualmente entre as universidades participantes do Partners for the Advancement of Collaborative Engineering Education (Pace) e foi realizada em Michigan, nos Estados Unidos, em julho, no Fórum Pace 2018.
Um dos requisitos para a participação é que os times fossem formados por alunos de diferentes países, entre instituições integrantes do Pace. O time da Poli foi formado por universitários da Índia, dos Estados Unidos e da Alemanha.
Pesquisa
Para desenvolver o veículo foi feita pesquisa de mercado.
Foram entrevistados 40 idosos na cidade de São Paulo sobre seus hábitos.
Os dados mostraram que 86,67% deles possuíam smartphones e grande parte já utilizava aplicativos de transporte e mobilidade.
A partir dessas informações, sugeriu-se que o veículo fosse utilizado em conjunto com um aplicativo com sistema de GPS para guiar o usuário até o destino desejado e permitisse o aluguel de um veículo e o contato com familiares e amigos, em caso de emergência.
A projeção de vendas do grupo ficaria acima do milhão de máquinas.
O design foi pensado em torno da portabilidade e de uma estética moderna e os principais materiais utilizados no protótipo foram poliestireno, plástico com reforço de vidro e alumínio, sempre priorizando a reciclabilidade do produto final.
O XD ocupa 0,088 m³ quando dobrado e seu preço ficaria em torno de U$ 753,40, com margem de lucro inicial de 10%, podendo chegar a 19% a longo prazo.
O Brasil é o único país da América do Sul que participa do Pace – a Poli ingressou em 2005 como a primeira escola brasileira selecionada pelo programa.
Com informações do Jornal da USP

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