Novo exoesqueleto flexível faz idosos e pessoas com paralisia caminharem

A ReWalk, em parceria com a Universidade Harvard, nos EUA, começa a vender no ano que vem uma versão flexível do exoesqueleto, mais leve, com cabos ao redor das pernas do usuário.
Será um produto para idosos com dificuldade de locomoção, vítimas de derrame – AVC – pessoas com esclerose múltipla, doença de Parkinson e paralisia cerebral.
Ele é usado como uma solução de terapia de marcha, para dar assistência coordenada nos pés, no dorso e no tornozelo de um paciente.
Ensaios clínicos do exosqueleto ReWalk Robotics ReStore estão sendo feitos em cinco centros de pesquisa nos Estados Unidos:
O Shirley Ryan AbilityLab (Chicago), o Spaulding Rehabilitation Hospital (Boston), o MossRehab Stroke e o Centro de Doenças Neurológicas (Elkins Park, PA), o TIRR Memorial Hermann (Houston) e a Fundação Kessler. (East Hanover, NJ).
Vendas
O exoesqueleto macio ReWalk Robotics ReStore está previsto para ser lançado no primeiro semestre de 2019 na Europa e nos EUA.
A ReWalk deve vender o sistema por quase US $ 20.000, cerca de 90 mil reais.
Versão atual
O ReWalk é um exoesqueleto robótico vestível que fornece movimento de quadril e joelho para permitir que indivíduos com lesão medular (LM) permaneçam em pé, andem, girem e subam e desçam escadas.
O sistema permite uma marcha independente e controlada, enquanto imita o padrão de marcha natural das pernas.
Na versão utilizada atualmente, o sistema ReWalk Personal 6.0 foi projetado para uso diário em casa e na comunidade.
Piloto de testes
Radi Kauf tinha 21 anos e servia o exército de Israel no Líbano, em 1988, quando levou três tiros nas costas.
Uma das balas se alojou em sua coluna e o deixou paraplégico. Ele usava cadeira de rodas até 2009, quando foi convidado pela empresa Rewalk Robotics, sediada na cidade de Yokneam Illit, em Israel, para se tornar “piloto de provas” de um exoesqueleto então em testes.
Hoje, com a ajuda de muletas, usa o dispositivo para caminhar, subir e descer escadas.
O fundador da companhia passou pela mesma situação.
O inventor e empreendedor Amit Goffer já havia criado e vendido um primeiro negócio de equipamento médico quando sofreu um acidente de carro, em 1997. Em 1999, começou a construir na garagem de casa o primeiro protótipo do exoesqueleto, que ficou pronto em 2001.
Em 2014, o dispositivo ganhou aprovação da FDA, agência que fiscaliza venda de produtos de saúde nos Estados Unidos.
Após essa conquista, em 2015, Goffer se aposentou.
Radi, o piloto de provas do exoesqueleto Rewalk Personal 6.0, que é atual versão comercializada, conta que passou anos tendo sonhos em que ficava em pé e caminhava.
Sentia-se deprimido por não olhar os outros na altura dos olhos.
“A paralisia não mexe só com as suas pernas, afeta muito a sua cabeça”, diz. Ele diz ter precisado de 20 horas de orientação e treino para começar a usar o exoesqueleto. Hoje, gostaria que houvesse uma versão menor, que ficasse por baixo das roupas.
Veja como funciona a atual versão:
Os testes com o Rewalk ReStore numa simulação para a reabilitação física, ainda em estudo:
Com informações da Época Negócios e The Robot Report

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