Novo aplicativo faz teste de anemia pelas unhas, sem picadas

Uma nova tecnologia promete simplificar o caminho para detectar anemia, uma das doenças que mais afetam pessoas no mundo, com cerca de dois bilhões de casos.
Pesquisadores da Universidade Emory, nos Estados Unidos, conseguiram criar um algoritmo para analisar a coloração das unhas de seres humanos e detectar a situação da hemoglobina presente no sangue.
O algoritmo interpreta imagens feitas pela câmera de um smartphone, e indica no ato se o paciente tem a doença ou não.
É que as unhas costumam ter bons indicadores para o nível de hemoglobina do sangue e dispensam a coleta de sangue.
Elas não contêm células que produzem melanina o que poderia mascarar sua cor original.
Lançamento
Os desenvolvedores pretendem lançar o app até a metade do ano que vem.
Se der certo, ele será uma alternativa interessante – bem mais cômoda que uma visita ao médico, por exemplo.
Quem sabe assim acabe a preocupação de estar em jejum para um exame de sangue.
O estudo sobre o novo app foi publicado na semana passada pela revista científica Nature Communications.
A anemia
A anemia é a doença do sangue que mais afeta pessoas no mundo, com cerca de dois bilhões de casos.
Ela é resultado da ausência de hemácias, ou glóbulos vermelhos saudáveis.
Quando essas estruturas não existem na quantidade adequada, o transporte de hemoglobina, proteína do sangue responsável por abastecer o corpo com oxigênio, fica comprometido.
Um corpo que não conta com todo o O2 que precisa, por sua vez, pode sofrer de sintomas como fadiga, dores no peito, tonturas ou batimento cardíaco acelerado.
Para detectar se alguém é anêmico, o exame mais comum é o hemograma.
Após a coleta de amostras, o paciente inicia uma espera que costuma demorar dias: o sangue retirado vai para um laboratório, que analisa o material a partir de aspectos como quantidade de hemácias, plaquetas e glóbulos brancos, e elabora um relatório.
Como
Para treinar a inteligência artificial a enxergar padrões nas cores das unhas, os pesquisadores fotografaram as mãos de 227 pessoas.
Todas haviam passado previamente por um hemograma, que estimou o total de hemoglobina em seu sangue.
Estudando esse material fotográfico, o algoritmo aprendeu a relacionar certas cores das unhas a determinados níveis de hemácias. Assim, a inteligência artificial ia criando sua própria escala.
Quando o grupo repetiu o teste com outras 100 pessoas, o algoritmo já sabia dizer com precisão quem tinha problema na concentração de hemácias e quem não estava anêmico.
De acordo com os pesquisadores, a eficácia do teste é igual ou até superior a outras ferramentas de diagnóstico aprovadas pela FDA, agência federal do governo americano.
A margem de erro é de apenas 0,92 grama/decilitro de sangue.
Homens saudáveis têm pelo menos 13 gramas/decilitro – taxa que é de 12 gramas/decilitro no caso das mulheres.
Veja como funciona:
Com informações da Superinteressante
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