Machista “Em Desconstrução”: artistas se assumem na campanha

Entrou no ar neste fim de semana, a campanha Machista “Em Desconstrução”. Nela, artistas assumem publicamente que foram criados com machismo, mas querem desconstruir esse comportamento, que pode levar à violência e morte de mulheres.
Entre eles, o músico Tico Santa Cruz, os atores Fabiano Augusto, Jonathan Azevedo e Nando Cunha; a personagem Suzy Brasil, interpretada por Marcelo Souza; e o sexólogo Mahmoud Baydoun se declararam “Machistas Em Desconstrução”.
A campanha pretende trazer à consciência o preconceito estrutural, gerar a discussão e promover mudanças no dia a dia para que as pessoas que se sensibilizarem com a provocação.
A ideia é expressar opiniões e atitudes favoráveis à igualdade de direitos entre os gêneros, sem favorecer o masculino em detrimento do feminino.
Esta é a terceira fase da ação, que já tratou de outros temas polêmicos como racismo e LBGTFobia.
Dados
O ano 2019 registrou o maior número de vítimas de violência sexual dos últimos 12 anos, segundo o 13ª Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A maioria das vítimas (53,8%) foram meninas de até 13 anos.
O Brasil ocupa a posição 149 de 188 países no ranking representatividade feminina na política. No congresso brasileiro, apenas 15% dos representantes são mulheres (Mapa Mulheres na Política, ONU, 2019)
Mais de 1200 mulheres foram mortas em 2019 – aumento de 4% no número de feminicídio em relação ao ano anterior (13ª Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 2019).
Há 536 casos de violência contra as mulheres por hora no Brasil segundo o estudo realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2019).
Aumento de 22% nos registros de casos de feminicídio no Brasil durante a pandemia do Covid-19 (Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2020).
De acordo com o 13ª Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 61% das vítimas de feminicídio são mulheres negras. Nos casos de violência sexual, elas também são maioria das vítimas (50,9%).
O Brasil é quarto país do mundo no ranking de casamento infantil de meninas (Tirando o Véu – Estudo sobre o casamento infantil no Brasil, 2019).
Mulheres brasileiras ganham cerca de 20,5% a menos que os homens (Pnad Contínua, 2018).
Mulheres gastam 95% a mais de tempo com afazeres domésticos do que os homens (Dieese, 2019).
Mercado de trabalho
O machismo e o excesso de tarefas domésticas refletem na dificuldade de ascensão das mulheres no mercado de trabalho.
De acordo com o IBGE, elas são minoria em cargos de chefia.
Em 2016, a porcentagem de mulheres em cargos gerenciais era de 37,8%.
Mudanças
“A ideia [da ação] é expor preconceitos estruturais, que residem em cada um de nós, pois todos temos um pouco ou muitos conceitos pré-concebidos na construção do nosso caráter, isso, em função do meio em que fomos criados”, explica o idealizador da iniciativa, Marcos Guimarães, sócio-diretor da Designorama.
Para dar apoio ao projeto, instituições sem fins lucrativos que combatem os preconceitos abordados pelo movimento EM DESCONSTRUÇÃO – como Educafro (@educafro), Casinha Acolhida (@casinhaacolhida), Justiça de Saia e Artemis – estão oferecendo orientação consultiva.
O site da campanha (www.EMDESCONSTRUCAO.com.br) conta, ainda com informações sobre essas instituições e a melhor maneira de apoiá-los. Além disso, está prevista uma área para que qualquer interessado possa contar histórias pessoais relacionadas ao racismo, LGBTfobia ou machismo.
“O movimento EM DESCONSTRUÇÃO representa uma oportunidade de conscientização, diálogo e de aprendizado. Com certeza, durante o processo, nós também aprenderemos muito. Por isso, estamos abertos a novas ideias e queremos que todos se sintam confortáveis a colaborar”, concluiu Marcos.
Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotícíaBoa

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