Homem-Aranha de BH aproveita crise pra vender pipoca com alegria

Um Homem-Aranha brasileiro, está vendendo pipoca e alegrando pessoas nas ruas de Belo Horizonte, em Minas Gerais, nesses tempos de pandemia e crise financeira.
Fábio Costa, de 45 anos, ex-corretor de imóveis e motorista, começou usando o traje para trabalhos sociais, pra visitar crianças em hospitais, creches e idosos em asilos e viu uma oportunidade de negócio. “As pessoas começaram a perguntar se eu não fazia aniversário infantil. Aí começou a surgir um negócio para mim”, contou ao BHAZ.
Animado, ele abandonou o emprego de motorista para se dedicar à personagem, mas aí veio a a Covid-19 e as festas acabaram. “Com esse negócio de pandemia não tinha mais aniversário para ir, que era onde eu conseguia tirar um dinheiro razoável”, disse.
“Aí uma colega começou a fazer pipoca gourmet e eu comecei a vender. Para ter mais uma opção, aprendi a fazer amendoim. Aí eu fico lá gritando, já tenho até o bordão que o pessoal conhece: ‘tá acabando, hein?’”, diz.
Alegria
A ideia de levar alegria para as ruas de BH também faz Fábio e a família dele mais felizes. Totalmente apoiado pela esposa e com uma filha de 3 anos, que adora o Homem-Aranha, ele diz que teve transformações também na vida pessoal.
“Hoje em dia todo mundo desesperado, muita gente perdendo emprego. Eu tenho certeza que o tanto de gente que morreu pelo coronavírus me deu mais temor. Eu me sentia inútil. Depois que passa dos 40, a pessoa acha que não tem mais capacidade e eu tô indo contra tudo isso. Venci a timidez, fui na marra e consegui”, contou.
Fábio acredita que pode ser um exemplo para outras pessoas que têm medo de enfrentar mudanças na vida adulta.
“O trabalho que eu faço [hohe] é muito mais do que vender pipoca, minha intenção é maior…Eu já fiz de tudo que você imaginar nesta vida. E tudo infeliz. Eu trabalhei por causa do dinheiro e eu nunca tive na minha vida”, revela.
O Homem-Aranha de BH conta que vê vários sorrisos diariamente no rostos das pessoas, mas também ouve críticas e aprendeu a tirar de letra.
“O tanto de crítica e deboche que eu recebo. Mas entra no ouvido e sai no outro. Eu sei onde eu quero chegar, sei quem eu sou. Então, eu agradeço que eu cheguei nesse nível”, comemora.
Com informações do BHAZ

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