Pinturas históricas são descobertas em cavernas da Amazônia

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As pinturas históricas foram encontradas em cavernas intocadas da Amazônia, na região da Colômbia - Foto: GIPRI Colômbia / YouTube
As pinturas históricas foram encontradas em cavernas intocadas da Amazônia, na região da Colômbia - Foto: GIPRI Colômbia / YouTube

Dezenas de milhares de pinturas históricas foram encontradas em cavernas intocadas da Amazônia, na região da Colômbia.

As artes foram encontradas em um trecho de rocha de 13 quilômetros e acredita-se que tenham mais de 12.500 anos.

A pintura é extremamente detalhada e tem impressões de mãos e representações da megafauna da Idade do Gelo, como o mastodonte, um parente do mamute, cavalos da Idade do Gelo e preguiças gigantes.

São literalmente dezenas de milhares de imagens diferentes, algumas das quais são tão bem feitas que incluem cavalos e suas caudas. Junto com grandes mamíferos, pássaros, peixes, lagartos há figuras mascaradas dançando.

“Quando você está lá, suas emoções fluem … Estamos falando de várias dezenas de milhares de pinturas. Vai levar gerações para gravá-los … Cada volta que você faz, é uma nova parede de pinturas ”, disse ao The Guardian Jose Iriarte, professor de arqueologia na Universidade de Exeter e líder da equipe colombiano-britânica que fez a descoberta.

Eles suspeitam que as obras podem ter sido feitas por caçadores paleolíticos que cruzaram a ponte de terra de Bering para o novo mundo vindo da Sibéria.

Descoberta mantida em segredo

As pinturas foram encontradas no Parque Nacional Chiribiquete – na parte amazônica do sul da Colômbia – em 2019 e tudo foi mantido em segredo até agora por alguns motivos.

Primeiro porque os arqueólogos querem preservar o máximo de tempo possível para estudar a arte sozinhos, já que a notícia pode atrair turistas ou mesmo saqueadores e caçadores de artefatos ao local.

Além disso, a novidade deixou para ser revelada em um grande documentário chamado Jungle Mystery: Lost Kingdoms of the Amazon – Mistério da selva: Reinos Perdidos da Amazônia, em tradução livre . (vídeo abaixo)

É o tipo de descoberta que muda o mundo da arqueologia e vem sendo aclamada como a “Capela Sistina dos Antigos”.

O mistério das alturas

É incrível também como os pintores da época conseguiram a chegar a partes tão altas do penhasco para fazer as pinturas.

Os pesquisadores só conseguiram ver claramente o trabalho com o uso de drones com câmeras.

“Tenho 1,52 m de altura e estaria quebrando o pescoço olhando para cima. Como eles escalaram aquelas paredes?” disse a paleo-arqueóloga Ella Al-Shamahi, apresentadora do novo documentário.

Área controlada pelas FARC

Chiribiquete era uma área controlada pela organização paramilitar antigovernamental FARC até recentemente, quando assinaram uma trégua com Bogotá, o que provavelmente é um dos motivos por ter demorado tanto para descobrir esse enorme tesouro de pinturas rupestres.

Mas Ella Al-Shamahi disse ao Guardian que “a exploração não acabou. A descoberta científica ainda não acabou, mas as grandes descobertas agora serão encontradas em lugares disputados ou hostis”.

A equipe estará voltará ao local assim que a pandemia acabar.

O documentário

O documentário Jungle Mystery: Lost Kingdoms of the Amazon está sendo exibido no Channel 4 no Reino Unido.

Veja outras fotos:Pinturas históricas eram feitas no alto de penhascos - Foto: Marie-Claire Thomas/Wild Blue Media

Pinturas históricas eram feitas no alto de penhascos – Foto: Marie-Claire Thomas/Wild Blue Media

A comparação das pinturas históricas com o tamanho de uma mão -Marie-Claire Thomas/Wild Blue Media
A comparação das pinturas históricas com o tamanho de uma mão -Marie-Claire Thomas/Wild Blue Media
Detalhe das pinturas históricas encontradas na caverna - Foto: GIPRI Colômbia / YouTube
Detalhe das pinturas históricas encontradas na caverna – Foto: GIPRI Colômbia / YouTube
Equipe que trabalhou no local da descoberta - GIPRI Colômbia / YouTube
Equipe que trabalhou no local da descoberta – GIPRI Colômbia / YouTube

Assista ao trailer do documentário:

Com informações do Guardian, Observer e GNN