Brasileiro nascido na favela expõe obras antirracismo em Paris

678
Brasileiro nascido na favela, Maxwell Alexandre está expondo suas obras antirracismo no museu de arte moderna em Paris - Fotos: reprodução / Instagram
Brasileiro nascido na favela, Maxwell Alexandre está expondo suas obras antirracismo no museu de arte moderna em Paris - Fotos: reprodução / Instagram

Um brasileiro nascido na favela está impressionando o público na França com sua arte contra o racismo. O artista Maxwell Alexandre, de 31 anos, está expondo no Palais de Tokyo, museu de arte moderna em Paris.

A exposição do Maxwell usa a arte como uma ferramenta para promover socialmente pessoas pretas. A exposição “New Power”-  ‘Novo Poder’, em tradução livre – ganhou o título do BK, amigo rapper do Maxwell.

Ele cresceu na maior favela do Rio de Janeiro, a Rocinha e está expondo em Paris desde a última sexta-feira, 26.

Maxwell Alexandre nasceu em 1990 e se formou na PUC do Rio de Janeiro.

O batismo artístico dele foi em 2018 com uma exposição que mesclou pintura e performances. Na época, o mestre de cerimônia foi BK e isso fez o trabalho de Max ser notado.

Arte antirracismo

A instalação tem pinturas gigantescas feitas em papel pardo. Max diz que trata-se de uma referência direta à cor da pele dele e de mestiços e pretos brasileiros.

A exposição mostra também um autorretrato do artista, com uma silhueta preta sobre um fundo gigante. Dá pra reconhecer o artista pelos dreads e o moletom.

Maxwell Andrade lembra que o termo pardo é pejorativo. O fato de dizer que uma pessoa é mais ou menos branca é problemático, atesta o racismo, lembra o artista brasileiro.

A inspiração

Max tira a inspiração do cotidiano da favela, onde viveu durante 31 anos, mas conta que também é influenciado pelos mangás, filmes, hip-hop dos Estados Unidos e a moda na Europa.

A exposição de Maxwell Alexandre em Paris, ficará aberta até 20 de março.

Ela faz parte da temporada “Seis continentes e mais”, que levou para Paris vários artistas que têm compromisso antirracista e anticolonial.

Max informa no Instagram que a exposição também pode ser vista aqui no Brasil em São Paulo e no Rio de Janeiro:

A Gentil Carioca RJ
visitação de terça a sexta
12h às 18h
26 de novembro – 29 janeiro
Rua Gonçalves Ledo, 11 e 17, sobrado, Centro

A Gentil Carioca SP
visitação de terça a sexta
10h às 19h
26 de novembro – 29 janeiro
Travessa Dona Paula, 108 / Higienópolis

Assista ao vídeo que a Rádio França Internacional fez com o brasileiro:

Com informações da RFI e SNB