Jovem abandona o crime e faz sucesso como restaurador de tênis na periferia

Olha que virada incrível. O jovem empreendedor Eduardo André de Oliveira, 24 anos, se tornou o famoso “restaurador de tênis” na periferia de São Paulo. Com o ponto de atendimento em Diadema, Eduardo atende a várias comunidades da região.
Hoje conhecido pelo apelido Mizuneira, ele fundou sua empresa há dois anos, após decidir abandonar o caminho do crime.
Considerado especialista em manutenção, Eduardo reforma e restaura tênis da marca Mizuno (por isso, o apelido). O Jovem dá vida nova a pares de tênis surrados, destruídos pelo tempo e dias de baile funk na rua.
Atendimento concorrido
Ele restaura modelos antigos, considerados relíquias, que custam centenas de reais, mas podem chegar a até 2 mil reais.
São também considerados objetos míticos, como qualquer item de colecionador, e muitos são até mencionados em letras de funk e de rap.
E quando Eduardo abre a agenda para encomendas, a fila chega a fazer curva na rua. São tantos pedidos, que ele abre a agenda a cada três meses para dar conta de tudo.
A esposa, Debora, administra a empresa e cuida de um tudo, de redes sociais a finanças. Ela também foi a primeira a acreditar e investir no Mizuneira.
“Nós conseguimos essa máquina de costura de um sapateiro que se aposentou. A Debora tinha uns R$ 2.300 na conta e aí a gente comprou”, diz Eduardo, apontando para o único item antiquado em uma sala cheia de calçados modernos, linhas coloridas e potes de tinta.
Geração de emprego
Ele lembra que boa parte dos sapateiro não tem experiência para restaurar Mizunos.
“Existe curso de sapataria, mas é algo distante disso. Muitos sapateiros, mais antigos, não puderam estudar e aí fazem o que podem quando precisam restaurar um tênis desses. E a forma que eles usam pode muitas vezes não ser a forma certa. A falta de informação é gigantesca nesse meio”, contou.
Há alguns meses Eduardo passou a ensinar como fazer o serviço para jovens da região e, assim, ele está gerando empregos.
“Como não consigo dar conta e o Brasil é carente na parte de emprego, a gente tem que gerar trabalho. O meu ganha-pão se tornou o ganha-pão de outras pessoas”.
Que incrível Eduardo, desejamos mais sucesso ainda!
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Com informações de Awebic

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