Varíola dos macacos: brasileiros sequenciam genoma do vírus em 18h

Um grupo de cientistas, entre eles, brasileiros, sequenciou o genoma do primeiro caso no Brasil da varíola dos macacos – monkeypox – em apenas 18 horas.
“Recebemos a amostra de um paciente internado no Hospital Emílio Ribas, às 16 horas de terça-feira. Às 10 horas da manhã seguinte, o genoma do vírus — que tem quase 200 mil pares de bases — estava sequenciado e analisado”, contou a pesquisadora Ingra Morales Claro, membro do CADDE e bolsista da Fapesp.
O trabalho de sequenciamento foi feito pelos cientistas do Centro Conjunto Brasil – Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE).
O estudo foi coordenado pela professora da Universidade de São Paulo (USP) Ester Sabino, que também esteve à frente do primeiro sequenciamento de SARS-CoV-2 no país, em março de 2020, e dos primeiros casos da nova variante gama, surgidos em Manaus cerca de um ano depois.
O método utilizado envolve equipamentos de sequenciamento de genoma portáteis e foi desenvolvido com base nas experiências com outros vírus, como o zika e o coronavírus SARS-CoV-2.
Para que serve a descoberta?
A descoberta do sequenciamento genético pode ser usada para identificar um vírus emergente e desconhecido, como foi o coronavírus SARS-CoV-2.
Também pode ser usada para detectar vírus já conhecidos, quando não se tem os reagentes específicos necessários para a validação. Este é o caso da varíola dos macacos.
Os resultados do trabalho foram disponibilizados na plataforma Virological. A ferramenta é usada por cientistas de todo o mundo para compartilhar informações sobre agentes infecciosos em tempo real.
Confirmação do 1º caso no Brasil
O primeiro caso brasileiro da varíola dos macacos foi confirmado pelo Instituto Adolfo Lutz. O paciente mora em São Paulo, tem 41 anos e voltou recentemente de uma viagem pela Europa, onde passou pela Espanha e Portugal.
No processo de confirmação da infecção pelo vírus monkeypox, a equipe do Adolfo Lutz conduziu uma análise metagenômica com a plataforma conhecida como Illumina. Todo o sequenciamento do genoma leva, em média, 48 horas.
Sequenciador ultrarápido
“A metodologia que desenvolvemos é, em média, 45% mais rápida do que as técnicas metagenômicas convencionais. E o custo também é menor, podendo chegar a US$ 30 por amostra”, explica Ingra.
Convertido, o valor do sequenciamento é de aproximadamente 150 reais.
A análise do CADDE foi feita a partir de um sequenciador portátil conhecido como MinION, da Oxford Nanopore Technologies.
A equipe ainda fez adaptações no protocolo usado para sequenciar o vírus zika (a partir de 2015) e o SARS-CoV-2 (a partir de 2020), tornando-o mais rápido.
Por isso, foi possível reduzir o tempo médio em 30 horas.
Um viva à ciência e aos cientistas!
Com informações do CanalTech

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