Com DNA artificial, cientistas conseguem destruir células cancerígenas

É real a possibilidade de utilizar DNA artificial para destruir por completo células cancerígenas. Pela primeira vez, um grupo de oito cientistas da Universidade de Tóquio (Japão) usou o material, de forma inovadora, para matar naturalmente as células cancerígenas, ajudando o sistema imunológico a identificá-las. A descoberta pode salvar vidas!
Inicialmente, a experiência foi feita com camundongos. A “National Library of Medicine”, uma das principais publicações científicas, publicou os resultados da pesquisa.
“Os resultados deste estudo são boas notícias para médicos, pesquisadores de descoberta de medicamentos e pacientes com câncer”, afirmou Akimitsu Okamoto, um dos principais cientistas da Universidade de Tóquio.
Em seguida, o pesquisador acrescentou: “Acreditamos que [esta pesquisa] dará novas opções para o desenvolvimento de medicamentos e políticas de tratamento”.
Experiência
Para a experiência, os pesquisadores criam um par de moléculas de DNA em forma de grampo de cabelo chamadas oHPs. Em seguida, eles colocam os oHPs em exposição ao câncer, direcionando para sistema imunológico.
Diante da ação, os oncologistas aguardam um tempo determinado e observam a gradual reversão do câncer cervical, das células derivadas do câncer de mama e do melanoma maligno.
Resultados
De acordo com pesquisadores, os tratamentos com ácido nucleico para o câncer são arriscados devido ao potencial do sistema imunológico do hospedeiro de atacar células saudáveis que carregam os mesmos genes ou sinais das células cancerígenas.
Por mais normais que possam parecer ao sistema imunológico, as células cancerígenas não funcionam como células normais. Elas superproduzem ou subproduzem determinados materiais. No caso desta pesquisa, o alvo era uma molécula informacional superproduzida chamada microRNA-21 (miR-21).
Quando os oPHs artificiais encontraram o miR-21, eles os desenrolaram e se juntaram para formar cadeias de DNA mais longas que foram naturalmente determinadas como perigosas devido à superabundância pelo sistema imunológico do hospedeiro.
Os pesquisadores trabalham agora para avançar em relação aos medicamentos.
“Trabalhamos agora na busca de medicamentos com base nos resultados desta pesquisa e examinaremos em detalhes a eficácia, a toxicidade e os possíveis métodos de administração do medicamento”, afirmou Okamoto.
Câncer
No Brasil, dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que até 2025, devem surgir mais 704 mil novos casos de câncer no país. Detalhe: 70% por incidência.
De acordo com o Inca, o tumor maligno mais incidente no Brasil é o de pele não melanoma (31,3% do total de casos), seguido pelos de mama feminina (10,5%), próstata (10,2%), cólon e reto (6,5%), pulmão (4,6%) e estômago (3,1%).
Informações de GoodNewsNetword, National Library of Medicine e Inca

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