Implante menor que grão de arroz pode combater câncer no pâncreas

Viva a ciência! Pesquisadores criaram um implante menor do que um grão de arroz para combater o câncer de pâncreas. O dispositivo é de aço inoxidável e é carregado por anticorpos sintéticos que agem diretamente no próprio pâncreas.
Os implantes foram desenvolvidos por pesquisadores do Houston Methodist Research Institute, nos Estados Unidos. Os resultados em roedores foram muito positivos, contaram os cientistas.
Eles conseguiram diminuir o tamanho do tumor! “Uma das descobertas mais empolgantes foi que, embora o dispositivo tenha sido inserido apenas em um dos dois tumores, notamos o encolhimento do tumor que não tinha tido o dispositivo inserido”, afirmou Corrine Ying Xuan Chua, professor assistente e um dos pesquisadores do estudo.
Como funciona
Os pesquisadores carregaram o implante com anticorpos sintéticos CD40 (mAb). Esse tipo de anticorpo já é muito promissor, porque tem uma boa característica de agente imunoterapeutico.
A dificuldade se dá em tratamentos que envolvem a aplicação de anticorpos de forma deliberada nos pacientes, o que acaba acarretando em alguns efeitos colaterais. E é aí que mora o diferencial desta pesquisa!
Uma vez o implante direcionado e fixado no tumor do pâncreas, o medicamento pode ser liberado em baixas doses e de forma sustentada. Isso deixaria o paciente em um estágio de “constante tratamento”, reduzindo os efeitos colaterais.
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Testes em roedores
Os resultados positivos foram atingidos com um quarto da medicação usada nas imunoterapias tradicionais, o que confirmou a hipótese dos pesquisadores: o implante tem menor risco de efeitos colaterais!
“Nosso objetivo é transformar a forma como o câncer é tratado. Vemos este dispositivo como uma abordagem viável para penetrar no tumor pancreático de forma minimamente invasiva e eficaz, permitindo uma terapia mais focada usando menos medicação”, disse Alessandro Grattoni, co-autor da pesquisa e presidente do Departamento de Nanomedicina do Houston Methodist Research Institute.
Diante da positividade dos resultados preliminares, os cientistas querem fazer mais testes e aperfeiçoar a pesquisa.
A expectativa é que o tratamento esteja disponível no mercado já nos próximos cinco anos.
Todos na torcida!
Com informações de Houston Methodist Institute.

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