Dólar tem queda histórica e fecha abaixo de R$ 4,90. Veja os motivos!

O dólar teve a maior queda em 11 meses, nesta segunda, 15. Fechou abaixo dos R$ 4,90, pela primeira vez, desde junho de 2022.
Cotado a R$ 4,888 – com redução de 0,71% – o valor do dólar comercial surpreendeu. E a perspectiva é de manter a tendência de queda, segundo especialistas.
Notícia boa para quem pretende fazer compras e viagens internacionais. A hora é essa! Ah, o Ibovespa também teve alta, avançando 0,52% ao final do dia.
Vem mais queda por aí
Atingindo R$ 4,888, menor valor desde 2022, a expectativa do mercado é que o dólar tenha um queda ainda maior nos próximos dias, superando os últimos 11 meses.
Em sintonia com o mercado exterior, onde o dólar também vinha caindo frente a outras moedas como o peso mexicano, o dólar australiano e o dólar canadense, o recuo no país foi grande.
Motivo da queda do dólar no Brasil
De acordo com os analistas econômicos, pelo menos três fatores influenciaram nesta reviravolta.
O mercado foi animado com o avanço do novo arcabouço fiscal no Congresso Nacional, os anúncios do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) e as projeções para inflação interna.
“O mercado está muito animado com os juros altos e com o arcabouço com algum tipo de enforcemente (punições a serem aplicadas caso o governo não cumpra a meta fiscal)”, disse José Faria Júnior, diretor da Wagner Investimento.
Ele acredita que essas condições podem proporcionar uma queda ainda maior para a moeda norte-americana.
“4,80 e 4,70 são níveis possíveis para o dólar. Mas enquanto o Index (relação da moeda norte-americana ante uma cesta de seis divisas) estiver acima dos 100, teremos dificuldades para o dólar cair mais aqui”, explicou.
A queda agora acumulada agora é de 2,00% no mês e 7,40% no ano.
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Ibovespa acompanha
O Ibovespa, mais importante indicador do desempenho médio das cotações de ações negociadas na Bolsa brasileira, acompanhou o movimento do dólar e fechou no verde.
Ao final do dia, foram 109.029 pontos e o oitavo pregão consecutivo com ganhos. A alta no período é de 7,10%.
Entre as maiores valorização, estão empresas ligadas ao mercado interno.
“Aqui no Brasil, temos uma valorização das empresas voltadas à economia doméstica. A curva de juros continua fechando, principalmente na sua parte mais longa”, explicou Bruno Madruga, sócio de renda variável da Monte Bravo Investimento.
Com informações de Infomoney.

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