Marina Dias conquista título inédito para o Brasil em mundial de paraescalada

Ouro histórico para o Brasil! Desta vez, a atleta de paraescalada, Marina Dias, conquistou o título inédito no mundial, que aconteceu em Berna, na Suíça, no último 10 de agosto. Essa foi a primeira participação dela em mundiais, vencendo a categoria RP3 (atletas com limitações leves no alcance e na força).
Marina venceu a britânica Christhiane Luttkhueizen e a holandesa Martha Evans, prata e bronze respectivamente. Nesta temporada, a paulista, Taubaté (SP), subiu ao pódio outras três vezes em etapas da Copa do Mundo. Faturou ouro em Salt Lake City (EUA) e Innsbruck (Áustria), e foi bronze em Villars (Suíça).
Em 2009, Marina Dias foi diagnosticada com esclerose múltipla, doença degenerativa autoimune, quando teve o lado esquerdo do corpo paralisado. Ela era corredora, após a paralisia parcial, passou a fazer escalada.
Trajetória de luta e garra
Marina Dias é professora do Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Campus de São José dos Campos (SP) e, desde os 15 anos, convive com o diagnóstico da esclerose múltipla. Jamais se deixou vencer pelos prognósticos negativos.
“Não é fácil lidar com a EM [esclerose múltipla], treinar e trabalhar, mas acredito que tudo tem valido a pena. Uma das minhas esperanças com isso tudo é mostrar que é possível continuar a viver”, afirmou.
Para a atleta, é fundamental insistir nos sonhos e seguir adiante.
“Para que outras pessoas com EM também não se deixem limitar por seus sintomas, ou pelo que seus médicos ou qualquer outra pessoa disserem. É possível manter uma vida saudável e ativa, apesar de tudo, e viver experiências incríveis mesmo com a EM [esclerose múltipla].”
Sempre em alerta
Marina enumerou os sintomas da doença para que as pessoas que se perceberem com eles, busquem ajuda: “Não há cura para ela [esclerose múltipla], mas já existem diversos tratamentos eficazes para a doença”.
Segundo a atleta, é preciso estar atenta a: fadiga, problemas de visão (neurite óptica, embaçamento), problemas motores (perda de força ou função; perda de equilíbrio), alterações sensoriais (formigamentos, sensação de queimação).
As dificuldades causadas pela doença não limitaram os planos tampouco as conquistas de Marina.
Neste ano, a escaladora conquistou dois ouros em outras competições internacionais, vencendo as etapas da Copa do Mundo realizadas em Salt Lake City (maio, nos EUA) e Innsbruck (junho, na Áustria).
“É um privilégio enorme estar aqui e fazer parte disso tudo. Sou muito grata. Muito obrigada a todas e todos pelo apoio e pela torcida”, disse Marina no Instagram.
Delegação do Brasil
A delegação brasileira de escalada é de dar orgulho.
Além de Marina Dias, a delegação nacional tem mais dois atletas.
Luciano Frazão, de Brasília (DF), na categoria AL 2 (atletas com um dos membros inferiores amputados ou com severo comprometimento motor).
Já Leonardo Vilha, de Curitiba (PR), está na categoria AU3 ( comprometimento em pelo menos uma das mãos, ou com vários dedos ausentes ou com função motora reduzida).
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Jogos Olímpicos
Apesar de a escalada ter integrado o programa olímpico nos Jogos de Tóquio (Japão) e segue mantida nos Jogos de Paris 2024, a paraescalada ainda não está incluída no rol de esportes paralímpicos.
No início de 2023, o Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) confirmou 22 modalidades na Paralimpíada de Paris 2024, e deixou aberta a possibilidade da paraescalada e do parasurfe serem incluídos, pela primeira vez, a partir de Los Angeles 2028, caso os dois esportes sejam indicados pelo Comitê Organizador.
A decisão final do IPC sairá até dezembro. Vamos torcer muito.
Marina Dias conquista título inédito em mundial de paraescalada
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Com informações Abee e Agência Brasil

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