Transplantado que se tornou atleta incentiva doação de órgãos e vira história de livro

Hoje, 27 de setembro, é o Dia Nacional da Doação de Órgãos. E o transplantado atleta Ramon Lima, é exemplo e inspiração. Depois de conseguir um novo rim, ele virou corredor e hoje incentiva a doação de órgãos.
A garra desse brasileiro cheio de medalhas virou história no livro: “Papai tem três rins!”, que explica para crianças a importância de ser doador. O livro foi escrito por Inês Silva, mulher de Ramon. Ela conta que a história de Ramon é apresentada de forma didática e lúdica e pode estimular a doação de órgãos.
“Ter um médico como Alexandre Bignelli, disponível para tirar dúvidas e transparente em todo o processo, foi o que me deu segurança para falar com as minhas filhas e, depois, escrever o livro”, contou Inês em entrevista ao Só Notícia Boa.
O transplantado atleta que luta por doação órgãos
Até o transplante de rim, Ramon passou por diálise peritoneal e aguardou na fila de espera. Tempo suficiente para que ele e a família conversarem sobre doação de órgãos.
“Tivemos dificuldades em encontrar livros infantis ou materiais que nos ajudassem a abordar o tema com nossas filhas”, relembrou Inês Silva.
Ao mesmo tempo que era personagem do livro, Ramon decidiu que era preciso fazer mais. Foi aí que resolveu unir a paixão por corrida e o “marketing” para divulgar a importância de doar órgãos;
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Liga de Transplantados
Ramon passou a acumular medalhas e prêmios. Foi quando teve uma ideia: criar a 1.ª Liga Nacional de Transplantados, em parceria com atletas brasileiros transplantados de fígado, rins, pulmão, pâncreas, coração e medula.
“Precisei superar limites e medos. Só depois de conhecer atletas transplantados é que percebi minha capacidade de retomar o esporte, que sempre fez parte de mim.”
Essa determinação de Ramon contagia e outras pessoas se sentiram estimuladas a também divulgar suas histórias.
Vidas retomadas
Como Ramon, Letícia dos Santos, de 17 anos, viu a vida dela virar de cabeça para baixo ao saber que teria de receber um rim. É que ela, mesmo jovem, passou a ter crises de hipertensão porque seu rim funcionava mal.
Até a cirurgia, a jovem passou por várias restrições, inclusive a impossibilidade de não poder ir ao estádio assistir às partidas do time do coração, o Coritiba.
“Ver meu mundo mudar tão repentinamente me desafiou não só no aspecto físico, como também no emocional”, contou ela.
Notícias emocionantes
Histórias iguais à de Ramon e Letícia emocionam. Eles e tantos outros são a prova viva da generosidade.
A cantora Michele Mabelle transformou a dor do luto pela perda repentina do pai – por um acidente vascular cerebral (AVC) – em amor. Ela autorizou a doação dos órgãos.
Michele eternizou a memória do pai com a música “Legado do Amor”: “Quando a vida se despede, um novo ciclo pode começar”. “Passei a ver a situação com um novo olhar. Como expressa a música que compusemos, a doação é uma vida que renasce e, em cada coração que bate, o legado do meu pai continua vivo”, ensinou.
Pelos dados Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), houve cerca de 26 mil transplantes de janeiro e março de 2024. Foram 6,7 mil cirurgias, das quais 1,3 mil pacientes renais.
Doar órgãos salva e transforma vidas!

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