Queijo brasileiro, entre os melhores do mundo, ajuda na produção de renda no PR

Eleito entre os melhores do mundo, o queijo fino autoral brasileiro Passionata vai além do sabor. Ele também ajuda na produção de emprego e renda no Paraná. Fabricado no parque tecnológico do Oeste do estado, o Passionata foi o único brasileiro no ranking e também ganhou título de melhor queijo latino americano no World Cheese Awards 2024.
A seleção foi feita, este mês, em Portugal, no concurso World Cheese Awards, o Oscar dos Queijos. Participaram 4.784 tipos de queijos de 47 países.
O Passionata é produzido no Biopark, em Toledo, e voltou para o Brasil com o super ouro. Também produzidos no parque tecnológico, o Láurea ficou com a prata e o Entardecer d´Oeste com o bronze.
Geração de renda
O Paraná produz 12 milhões de litros de leite por dia e a maioria vem de 22 pequenos e médios produtores. Com a geração de emprego e renda na região, são fabricadas 26 especialidades de queijo fino.
Mais cinco novas especialidades para os produtores vinculados ao projeto de queijos finos: tipo Bel Paese, Cheddar Inglês, Emmental, Abondance e Jack Joss.
As três especialidades de queijo apresentadas no World Cheese Awards foram desenvolvidas no laboratório de queijos finos e serão fabricadas e comercializadas pela queijaria Flor da Terra, localizada no Biopark.
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Projeto gratuito
O projeto de produção de queijo é gratuito. O único custo para o produtor é a adaptação ou construção do espaço de produção, quando necessário.
“Toda a assessoria é oferecida pelo Biopark e pelo Biopark Educação, em parceria com o Sebrae, IDRPR e Sistema Faep/Senar, que apoiam com capacitação e desenvolvimento. A orientação cobre desde a avaliação da qualidade do leite até embalagem, divulgação e comercialização do produto”, afirmou a representante do Biopark, Carmen Donaduzzi.
A qualidade do leite é analisada no laboratório do parque e, conforme as características encontradas no leite, são sugeridas de três a quatro tecnologias de fabricação de queijos que foram previamente desenvolvidas no laboratório com leite com características semelhantes.
O que tem de especial
O projeto de queijos finos do Biopark é realizado em parceria com o Biopark Educação, existe há cinco anos e foi criado com a intenção de melhorar o valor agregado do leite para pequenos e médios produtores.
“A transferência da tecnologia é totalmente gratuita e essa premiação mostra como podemos produzir queijos finos com muita qualidade aqui em Toledo”, disse Carmen Donaduzzi.
O pesquisador Kennidy Bortoli, do Laboratório de Queijos Finos do Biopark, elogiou a competição em Portugal. “A competição toda foi muito emocionante, saber que estamos entre os nove melhores queijos do mundo, melhor da América Latina, mostra que estamos no caminho certo.”

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