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Caem pobreza e desigualdade e aumenta a renda do brasileiro: melhor da história, diz IBGE

Monique de Carvalho
29 / 11 / 2025 às 10 : 13
A pobreza e a desigualdade no Brasil cairam em 2024, de acordo com dados do IBGE - Foto: Lyon Santos/ MDS
A pobreza e a desigualdade no Brasil cairam em 2024, de acordo com dados do IBGE - Foto: Lyon Santos/ MDS

O Brasil alcançou, em 2024, os melhores números de renda, redução da desigualdade e queda da pobreza em três décadas. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostram um avanço consistente no bem-estar da população.

Segundo o levantamento, a combinação entre crescimento da renda, fortalecimento de políticas sociais e melhora no mercado de trabalho ajudou a ampliar conquistas que se consolidam desde os anos 2000. A extrema pobreza caiu a níveis inéditos e a desigualdade recuou de forma significativa.

Para autoridades e pesquisadores, o resultado é fruto direto de programas voltados para famílias de baixa renda e também de iniciativas que ampliam oportunidades de trabalho e estudo. Eles destacam que o efeito é especialmente forte entre grupos em situação de maior vulnerabilidade.

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Melhores índices desde 1995

Os dados analisados fazem parte da série histórica iniciada pelo IBGE em 1995. De acordo com o Ipea, a renda domiciliar per capita cresceu cerca de 70% ao longo do período. Já o índice de Gini, usado para medir desigualdade, registrou queda próxima de 18%.

Outro destaque é a redução expressiva da extrema pobreza: o índice despencou de 25% para menos de 5% da população. Pesquisadores ressaltam que esse é um dos avanços mais relevantes no comparativo de três décadas.

O relatório mostra ainda que os progressos mais intensos ocorreram entre 2003 e 2014, com uma retomada importante entre 2021 e 2024. Em 2024, o país atingiu o melhor conjunto de resultados já registrado.

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Papel dos programas sociais

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou que os programas sociais foram decisivos para o avanço. Ele destacou que iniciativas voltadas à transferência de renda ajudaram a reduzir a miséria, ampliar oportunidades e fortalecer o acesso à educação e saúde.

Segundo o ministro, o Bolsa Família tem impacto direto na mobilidade social. Parte dos beneficiários deixa a situação de pobreza e alcança novos níveis de renda, incluindo a classe média. Ele também citou ações complementares que estimulam formação profissional e continuidade nos estudos.

Dias afirmou que o conjunto dessas políticas contribui para um país com menos desigualdade, reforçando o processo de retirada do Brasil do Mapa da Fome.

Impacto do Bolsa Família e do trabalho

Os autores do estudo, Pedro Herculano Souza e Marcos Dantas Hecksher, explicam que políticas como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC) foram cruciais para a queda da desigualdade. Hecksher destaca que os efeitos são ainda mais intensos na extrema pobreza.

Além disso, o mercado de trabalho segue sendo a principal fonte de renda dos brasileiros. Para os pesquisadores, o aumento do emprego e da renda do trabalho também influenciou os resultados positivos dos últimos anos.

Hecksher cita ainda iniciativas recentes, como o programa Acredita no Primeiro Passo, que estimula a inclusão produtiva de beneficiários do Bolsa Família. A ação ajuda famílias a fortalecer a renda do trabalho, ampliando o impacto das políticas de transferência.

Renda cresce mais entre os mais pobres

Outro ponto levantado pelo Ipea é que a renda cresceu para todos os brasileiros, mas avançou de maneira mais intensa entre os grupos de menor renda.

Isso contribuiu para acelerar a redução da desigualdade e ampliar o ritmo de melhora dos indicadores.

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