A história incrível do filho de pedreiro aprovado em 1º lugar em Medicina na USP; sem computador

Quanta garra! O Wesley, o estudante filho de pai pedreiro e mãe doméstica, aprovado em 1º lugar em Medicina na USP de Ribeirão Preto, vivia uma vida apertada na periferia de Salvador, com a mãe desempregada e o pai trabalhando em obras.
O jovem não tinha computador em casa, estudava num celular velho e assistia aulas no Youtube. Ele tem 23 anos e mora em uma casa construída pela metade, em Cajazeiras (BA).
Mesmo sem ter as mesmas condições dos concorrentes, Wesley foi aprovado nas notas do Enem e agora será o primeiro da família a cursar uma universidade, justamente em uma das melhores do país.
5 anos tentando
Depois de 5 anos estudando por conta própria, Wesley recebeu a notícia boa da aprovação.
Ele conta que o sonho de ser médico veio porque vivia em hospitais públicos desde pequeno para tratar da asma.
“Nesse vai e vem para o hospital e no contato com essas pessoas de jaleco branco, eu comecei a internalizar a importância dessa profissão. A partir dessa vivência eu comecei a vislumbrar a medicina e me ver profissionalmente realizado [nela]”, disse ele, em entrevista ao g1.
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Sem computador
Sem computador em casa, Wesley contou que estudava com os livros didáticos da escola e assistia aulas no Youtube por um celular antigo.
Além disso, acordava às 5h da manhã e ia até as 11 da noite para estudar. Ele ficava mais o tempo na escola para usar o computador do colégio e fazer simulados do exame
“Às vezes entrava madrugada adentro e dormia com a cara no livro. Minha mãe me acordava no dia seguinte, eu estudava na mesa da cozinha nessa época”, revelou.
Ia a pé à escola
O esforço era tamanho. Wesley ia a pé para a escola e caminhava 30 minutos. E repetia isso duas vezes ao dia: de manhã e à tarde. Só voltava para casa à noite.
E essa luta diária valeu a pena. Wesley conseguiu notas máximas em três das quatro áreas avaliadas no Enem. Ele acertou todas as questões de matemática, ciências humanas e ciências da natureza.
Sim, ele será o primeiro da família a estudar na faculdade e espera inspirar outros jovens da periferia.
Abriu vaquinha
A situação financeira da família do Wesley é apertada.
A mãe, Liliana Maria de Jesus, 54, está desempregada. O pai, Djalma Souza Batista, 51, que é pedreiro sustenta a casa, que tem 2 quartos para eles e os outros três filhos
Por sorte, a USP é pública, não cobra mensalidade e dá moradia e alimentação a alunos de baixa renda.
Mas, para viajar e manter em São Paulo, o jovem abriu uma vaquinha online que arrecadou R$ 95 mil em poucos dias.
Assista ao vídeo do momento em que ele recebe a notícia boa:
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