Bad Bunny defende países latino-americanos na final do Super Bowl e faz história

A maior audiência da história. O cantor porto-riquenho Bad Bunny assumiu o show do intervalo do Super Bowl, neste domingo, 8, e falou para 135 milhões de pessoas sobre a importância da união dos povos e de lutar contra o discurso de ódio.
O cantor, que se consolidou no Grammy 2026, ao vencer com o melhor álbum de música urbana com “Debí Tirar Más Fotos”, proclamou o “God bless America” lembrando que América não é apenas Estados Unidos. E disse, um por um, os nomes dos países que fazem parte do continente: “Chile, Argentina…Venezuela, Brasil…”, enquanto dançarinas mostravam as bandeiras dos países.
Nessa hora, um telão no estádio trazia a mensagem: “A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor”. Falando em espanhol e cantando hits com referência à cultura latina, o show de Bad Bunny teve a participação surpresa de Lady Gaga e Ricky Martin. E ele afirmou ‘Seguimos aqui’, sem citar Donald Trump, mas em referência direta ao ICE, siga em inglês do Serviço de Imigração dos Estados Unidos, que atua contra imigrantes no país.
Como foi a apresentação
A apresentação de Bad Bunny levou ao gramado do Levi’s Stadium, em Santa Clara, cenas típicas de Porto Rico, um arquipélago situado no nordeste do Mar do Caribe, na América do Norte, posicionado entre a República Dominicana e as Ilhas Virgens, um território não incorporado pelos Estados Unidos.
O show mostrou plantações de cana e banana, barracas de tacos e de compra e venda de prata, e um casamento tipicamente caribenho. E o artista usou efeitos especiais para cair dentro de uma casa porto-riquenha, tudo isso ao vivo.
Foram apenas 13 minutos de apresentação, com dançarinos se revezando entre o reggaeton e ritmos latinos tradicionais, como a salsa. Até Lady Gaga entrou na dança e cantou um trecho de Die With a Smile, gravado com Bruno Mars, em ritmo latino. Já o também porto-riquenho Ricky Martin cantou Lo que le pasó a Hawaii, canção do mais recente álbum de Bunny.
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“Juntos somos América”
E não parou por aí. Bad Banny carregou por alguns instantes uma bola de futebol americano que trazia impressa a a mensagem: “Juntos, somos América”.
O cantor deixou claro que América, como os estadunidenses se referem ao país deles, é todo um continente, não apenas os Estados Unidos.
Nesse instante, Bad Bunny mostra a mensagem grafada na bola para a câmera e diz “seguimos aqui”.
Trump não gostou
Quando o show terminou, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump criticou a apresentação do cantor porto-riquenho nas redes sociais.
Disse que o show foi “horrível”.
Depois do show, Bad Banny apagou todos os posts dele no Instagram e o perfil, seguido por 51 milhões de pessoas ficou absolutamente vazio.
Veja aqui como foi o show do Super Bowl:
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