Fim da cegueira: olho biônico Argus 2 será vendido em breve

A ciência evoluiu muito desde a série de TV “Cyborg”- o homem de 6 milhões de dólares, campeã de audiência nos anos 70. O seriado mostrava um homem acidentado, que recebeu braços pernas e um olho biônico. Relembre aqui.
Agora, 40 anos depois, fala-se na comercialização do primeiro olho biônico do mundo, com promessa para breve.
O aparelho, que permitiu que dezenas de deficientes visuais voltassem a enxergar parcialmente, foi criado nos EUA.
O dispositivo já foi aprovado pelas autoridades europeias e aguarda agora a aprovação da Agência de Alimentos e Medicamentos norte-americana (FDA) para ser vendido.
O olho biônico, denominado Argus 2, foi produzido pela empresa californiana Second Sight Medical Products.
Ele funciona com eletrodos implantados na retina e com lentes equipadas com uma câmara em miniatura.
O implante permite recuperação de parte da visão dos pacientes que sofrem de retinite pigmentosa, uma doença degenerativa da retina que transformam a luz em sinais eletroquímicos transmitidos para o cérebro
Só nos EUA cerca de 100.000 pessoas têm problema.
Em declarações à AFP, Brian Mech, da empresa Second Sight, explicou que “esta prótese da retina permite estimular diretamente o nervo, com sinais de vídeo e uma carga elétrica transmitida sem fios, mas com 60 eletrodos implantados na retina”.
O olho biônico foi testado por 30 pessoas, entre os 28 e os 77 anos, que eram totalmente cegas.
Com o dispositivo, os pacientes conseguiram recuperar uma pequena parte da acuidade visual, que lhes permitiu distinguir formas em preto e branco, mas não os rostos.
Ainda assim, afirmou Mech, “os resultados variam muito de um paciente para outro”.
“Alguns observaram uma leve melhora, ao passo que outros conseguem ler títulos grandes de jornais, quando antes eram totalmente cegos”, revelou o responsável, acrescentando que, em alguns casos, os pacientes foram, inclusive, capazes de ver e distinguir as cores.
O Argus 2 já está disponível em vários países europeus por 73 mil euros e, de acordo com Mech, deverá tornar-se um sucesso comercial.
Outras equipes estão tentando desenvolver um olho biónico com melhor resolução de imagem e mais eletrodos implantados na retina.
Um grupo de pesquisadores do prestigiado MIT – Massachusetts Institute of Technology, por exemplo, trabalha num sistema que teria até 400 eletrodos.
Já uma equipe da Universidade de Stanford, no oeste da Califórnia, coordenada pelo especialista Daniel Palanker, está empenhada no desenvolvimento de um tipo diferente. que substituiria os eletrodos por minúsculas células fotovoltaicas, ou seja, movidas a energia solar.
Com informações da AFP

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