Cientista reverte autismo em laboratório e diz que tratamento é possível

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Um jovem cientista brasileiro, Alysson Muotri, de 38 anos, radicado nos Estados Unidos, está surpreendendo o mundo acadêmico com suas pesquisas sobre o autismo.
Ele desenvolveu neurônios derivados de pacientes autistas e os reverteu ao estado normal.
Os resultados do experimento mais recente, de janeiro, estão em fase de revisão e devem ser publicados ainda este ano. Atualmente, uma campanha no Facebook, liderada por pais de crianças com autismo, busca apoio do governo brasileiro às suas pesquisas.
Há estimativas de que o Brasil tenha dois milhões de pessoas diagnosticadas com autismo.
Nos Estados Unidos a incidência oficial é de 1 em cada 88 crianças.
O que as estatísticas não mostram são familiares e pacientes, que se esforçam todos os dias para lidar com o transtorno neurológico, que afeta a comunicação, a sociabilidade e o comportamento.
Mas que agora enxergam uma luz no fim do microscópio:
Hoje em dia, minha motivação vem do potencial da pesquisa em ajudar os pacientes e familiares. Nasci ouvindo que o espectro autista não tem cura, mas, para mim, isso é um mito”, disse o cientista brasileiro a O Globo.
Alysson Muotri explicou como conseguiu reverter neurônios derivados de pacientes com a Síndrome de Rett, uma forma mais grave de autismo, para o estado normal:
Foi “a partir da tecnologia de reprogramação celular do pesquisador japonês Shynia Yamanaka. Células adultas são revertidas ao estado embrionário, como ferramentas para entender a origem de doenças neurológicas. Reproduzimos neurônios do espectro autista usando a tecnologia de Yamanaka e conseguimos corrigir o defeito genético nos neurônios, evitando o aparecimento das “características autistas”.
Este ano o sucesso se repetiu com células de pacientes com o autismo clássico: “Descobrimos um gene novo implicado nos defeitos neuronais. Mais ainda, revelamos que em alguns casos de autismo clássico existem vias bioquímicas que são comuns à síndrome de Rett. Estamos empenhados, agora, em implementar uma triagem de drogas automatizada, procurando por novos medicamentos que sejam seguros para uso clínico.”
“Temos o modelo e as bibliotecas químicas, mas precisamos de financiamento para juntar as duas coisas. No meu laboratório, leva-se anos para testar algumas drogas manualmente. Queremos testar milhares de drogas em poucos meses usando métodos automáticos.”
Sobre um prazo estimado para que sua pesquisa se reverta em uma medicação disponível para venda no mercado Alysson disse:
“O prazo estimado é de 10 anos, incluindo os ensaios clínicos e considerando que teremos uma nova droga experimental nos próximos 2, 3 anos.”
O cientista lembra que o autismo custa anualmente US$ 35 bilhões para a sociedade americana, porém, são investidos apenas US$ 100 milhões em pesquisa.
“É uma discrepância muito alta. Não tenho ideia dos números no Brasil, mas imagino que o investimento seja muito menor. Acho que o quadro de autismo atual pede um plano nacional de ataque”, concluiu.
Detalhes em o Globo.

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