Cientistas criam fígado humano com células-tronco: esperança para transplantes

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Cientistas japoneses conseguiram desenvolver um “broto” de fígado humano em laboratório que, ao ser transplantado num camundongo, se transformou num órgão funcional.
O grupo trabalhou com as chamadas células-tronco de pluripotência induzida (iPS), as vedetes das pesquisas da área.
Elas são criadas a partir de reprogramação de células adultas e são tão versáteis quanto as células-tronco embrionárias, que têm a capacidade de se diferenciar em qualquer célula e tecido do corpo.
A vantagem das iPSs é não precisar destruir um embrião para obtê-las.
Vários trabalhos mostraram com sucesso a diferenciação das iPSs e de outras células-tronco em diversas células específicas do corpo, mas nenhum deles havia sido bem-sucedido em criar um órgão tridimensional e vascularizado.
Foi exatamente isso que conseguiu o trabalho publicado nessa quinta-feira (4), na revista científica “Nature”.
Como escrevem no artigo, os pesquisadores da Universidade da Cidade de Yokohama buscaram reproduzir o processo natural de organogênese.
A partir de células iPS humanas, eles, primeiramente, obtiveram células hepáticas que, misturadas com outras células, foram estimuladas in vitro e geraram um precursor do fígado.
Em seres humanos, esse broto é formado logo no início da gestação, por volta da quinta, ou sexta semana.
O broto de órgão foi transplantado para o crânio do animal, de modo que fosse possível observar por uma espécie de janela como ele estava se desenvolvendo.
A vascularização deu certo e ele amadureceu, se transformando em tecido hepático. Depois, era preciso descobrir se ele era funcional.
Para o biólogo brasileiro Stevens Rehen, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e um dos poucos pesquisadores do país que trabalham com iPS, o maior avanço da pesquisa foi ter conseguido provar que é possível criar órgãos funcionais – uma esperança para as filas de pacientes críticos que precisam de transplante.
“A sacada deles foi se valer do que a natureza ensinou para mimetizar a organogênese. E a ideia de transplantar um broto, e não o órgão já pronto, também foi muito boa, porque favorece que a construção do fígado já seja mais adaptada ao organismo”, diz o pesquisador.
Em coletiva à imprensa, os pesquisadores disseram que já estão tentando aplicar essa técnica para a formação de pâncreas, e que ela poderia ser usada também com rim e pulmão.
Eles estimam que pode ser possível iniciar testes clínicos em humanos em 10 anos.
Com informações da Agência Estado.

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