EUA autorizam tratamento de ELA com remédio experimental

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Foto: REUTERS/Neil Hall
Foto: REUTERS/Neil Hall

Esperança para 100 mil pessoas portadoras de ELA, Esclerose Lateral Amiotrófica.

A agência americana para medicamentos, FDA – Food and Drug Administration – autorizou a empresa farmacêutica AB Science a usar seu remédio experimental em um paciente com ELA. Apenas nele, por enquanto.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (11) pela AB Science, que faz estudos de fase 3 para o remédio “masitinib”, com indicação para 12 doenças, entre elas o câncer, doenças neurológicas e inflamatórias como esclerose múltipla.

“A FDA recebeu a primeira demanda de uso nominativo a título compassivo* do masitinib em ELA e aceitou o pedido, com base nos resultados da análise provisória do estudo em fase 2/3”, afirmou o comunicado da agência americana.

O uso compassivo* significa que envolve um medicamento experimental, aplicado fora dos testes clínicos, para tratar um paciente sofrendo de uma doença grave, ou potencialmente fatal, ou ainda uma doença para a qual não existem outros tratamentos alternativos satisfatórios.

ELA

Chamada de doença de Lou Gehrig ou de Charcot, a ELA é uma enfermidade neurodegenerativa que afeta os neurônios motores, as células do sistema nervoso central que controlam os movimentos voluntários.

A doença paralisa os músculos do corpo sem atingir as funções cerebrais. O físico britânico Stephen Hawking sofre com um dos tipos da enfermidade desde os 21 anos.

A Esclerose Lateral Amiotrófica afeta cerca de 100 mil pessoas no mundo todo, sendo 30 mil apenas nos Estados Unidos.

Sua origem ainda é desconhecida. Cerca de 90% dos pacientes atingidos pela ELA morrem dentro de 10 anos.

Com informações da RFI