Nozes aumentam sobrevida de pacientes com câncer de intestino

Um estudo apresentado na semana passada no maior encontro de oncologistas do mundo, nos EUA, mostrou que comer nozes ajuda a melhorar a sobrevida de pacientes com câncer de intestino.
O ideal é comer duas porções por dia, ou cerca de 22 amêndoas por semana. Isso reduziria o risco do câncer retornar em 42%.
O estudo feito pelo Dana-Farber Cancer Institute, em Boston, foi apresentado no congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, a ASCO-2017.
O oncologista Fábio Kater, da BP – Beneficência Portuguesa de São Paulo – participou do encontro e conversou com o SóNotíciaBoa.
Ele aprova a inclusão das nozes na alimentação dos pacientes. E lembrou que não se trata de um medicamento para curar a doença, mas as nozes são um aliado importante no tratamento:
“As nozes reduzem em quase 50% as chances de reincidência, ou seja, de a doença voltar”, alertou.
Sobrevida
A pesquisa do Dana-Farber Cancer Institute revela ainda que pacientes com câncer de cólon, que os pacientes que colocaram o petisco em sua dieta saudável, após o tratamento, reduziram em 57 por cento o risco de morte prematura.
Nozes também reduzem em 42 por cento o risco de ter câncer, acrescenta o estudo, divulgado pelo DailyMail
A pesquisa
Os pesquisadores do Instituto Dana-Farber Cancer em Boston analisaram 936 pacientes que fizeram tratamento para câncer de intestino do estágio III, também conhecido como câncer de cólon.
A maioria dos participantes passou pela cirurgia e pela quimioterapia, sem metástase.
Desse total, 70% têm chances de sobreviver três anos após o tratamento.
Dos participantes do estudo, 19 por cento consumiram pelo menos duas porções – equivalente a cerca de 22 amêndoas – de qualquer tipo de nozes por semana.
Quando os pesquisadores analisaram o consumo de nozes, o risco de morte foi reduzido em 53% e o câncer foi 46% menos propenso a retornar.
É importante lembrar que a dieta rica em nozes não deve ser usada como substituto do tratamento convencional, mas como complemento para para aumentar as chances de sobrevivência dos pacientes com câncer de cólon.
Por Rinaldo de Oliveira, do SóNotíciaBoa, em São Paulo.

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