Se o governo não faz, eles fazem: ar condicionado na escola pública

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Diretora mostra ar-condicionado - Foto: Fernando Lopes / GES
Diretora mostra ar-condicionado - Foto: Fernando Lopes / GES

Alunos e a direção de uma escola pública se uniram, fizeram rifa, pouparam e conseguiram realizar o sonho de ter ar-condicionado nas salas de aula.

Foram dois anos de luta na Escola Estadual Presidente Kennedy – conhecida como Polivalente. O colégio de Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, agora tem 20 aparelhos instalados.

“Como o Estado não possui verba para climatizar as escolas, resolvemos fazer por nós mesmos a ação”, disse a diretora Daniela Machado.

Como

Ela conta que todos os cerca de mil alunos, ainda em 2016, se comprometeram em vender um bloco de rifa, que tinha como intenção a compra dos equipamentos.

Mas eles só conseguiram 20% do valor necessário para comprar e instalar os equipamentos.

Os outros 80% foram conquistados com economia feita pela escola.

“Nós poupávamos tudo o que podíamos e guardávamos parte da verba repassada pelo Estado para este fim. Só conseguimos o total da verba no final do ano passado.”

Os equipamentos foram instalados em dezembro e os alunos começaram o ano letivo de 2018 com todas as salas de aula e o refeitório “fresquinhos”.

“A climatização era algo muito importante para os alunos, principalmente para aqueles que estudam nas nossas salas de madeira, onde o calor é muito forte. Para poder aprender, precisamos ter condições boas no ambiente, como a climatização”, comenta a diretora.

Reforma na rede elétrica

A diretora conta uma verba do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) e da Secretaria Estadual de Educação ajudou na construção da subestação de energia elétrica na escola.

Toda a fiação da escola foi trocada e o ginásio ganhou iluminação.

“Foi com essa melhoria na rede elétrica que pudemos instalar os aparelhos de ar-condicionado. Caso contrário, de nada serviria nossa mobilização.”

Os próximos passos agora serão a reforma do telhado e o cercamento da área.

“Temos diversos problemas de goteiras e a cerca feita desde a fundação da escola, há 60 anos, está deficiente.”

Para estas obras, a instituição de ensino depende do Governo do Estado. “Não temos pernas para abraçar uma obra desta magnitude”, conclui a diretora.

Com informações do DiárioDeCachoeirinha