Ansiedade: bactéria do solo pode ajudar no combate

Uma vacina para blindar pacientes de uma das causas da ansiedade. É o que pesquisadores da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, estão tentando desenvolver.
E eles estão fazendo isso com uma espécie de bactéria do solo.
O estudo publicado no periódico Brains, Behavior and Immunity, relata que o teste com a bactéria – chamada Mycobacterium vaccae – foi bem sucedido em ratos.
A bactéria foi descoberta pela primeira vez nas margens do Lago Kyoga, em Uganda, na década de 1990, pelos imunologistas John Stanford e Graham Rook, após reconhecer que as pessoas que viviam na área respondiam melhor a certas vacinas contra a tuberculose.
Mais tarde, eles perceberam que a bactéria encontrada no solo, à beira do lago, tinha propriedades imuno-moduladoras que aumentavam a eficácia da vacina.
Agora, o principal autor Christopher Lowry, um professor associado do Departamento de Fisiologia Integrativa, está fazendo ensaios clínicos para ver se pode ser benéfico alterar o microbioma, ou composição de bactérias residentes, em veteranos militares com transtorno de estresse pós-traumático
Resultado em cobaias
Oito dias após o tratamento, as cobaias apresentaram níveis mais altos de uma proteína antiinflamatória chamada interleucina-4 na região do cérebro. Essa proteína é associada ao controle do humor, ansiedade e medo.
Depois desse período, os ratos foram expostos a situações de estresse e apresentaram níveis mais baixos que o normal de HMGB1, outra proteína, que é induzida pelo estresse e responsável por sensibilizar o cérebro à inflamação.
Em outras palavras: os ratos tiveram aumento de uma proteína “calmante” e a redução de uma proteína “estressante”.
Com isso, eles ficaram menos ansiosos.
Motivo
A lógica por trás do estudo é simples. Já é consenso entre os pesquisadores da área que diferentes tipos de inflamação no cérebro têm impacto direto sobre a nossa saúde mental – podendo gerar, como consequência, ansiedade e depressão.
A grande vantagem da Mycobacterium vaccae é que a bactéria estimula o cérebro a desenvolver proteínas anti-inflamatórias, que trazem de volta o equilíbrio ao órgão e criam uma barreira contra esses efeitos.
Agora, o desafio é replicar o resultado em humanos.
Com informação da Super

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