Rússia anuncia produção de vacina e distribui 1º lote de Avifavir

Antiviral russo Avifavir - Foto: divulgação
Antiviral russo Avifavir - Foto: divulgação

Duas notícias boas chegam da Rússia. A primeira é que o país já começou a distribuir gratuitamente nos hospitais e clínicas locais, através do sistema público de saúde, os lotes iniciais do antiviral Avifavir, medicamento aprovado pelo Ministério de Saúde da Rússia para tratamento da covid-19.

O Antiviral é considerado pelos próprios cientistas russos como um genérico do Favipiravir (Avigan, por seu nome comercial), desenvolvido no Japão, e teria aumentado a rapidez na recuperação dos pacientes, segundo estudos.

Os primeiros lotes foram entregues em Moscou, Leningrado, Novgorod, Kirov, Nizhny Novgorod, República do Tartaristão e Ecaterimburgo, que têm mais casos de coronavírus.

O diretor do RFPI (Fundo de Investimento Direto da Rússia), Kiril Dmitriev, assegurou que, dentro de uma semana, haverá lotes disponíveis em todas as cidades russas.

Ele reforçou que o medicamento será gratuito para os russos no âmbito do programa de seguro de saúde obrigatório (MHI).

“Vimos uma alta demanda por Avifavir na Rússia. As negociações estão em andamento em quase todas as regiões do país. Também recebemos pedidos de entregas de Avifavir de mais de 10 países. Os primeiros resultados de ensaios clínicos tornam este medicamento um dos mais promissores do mundo. “, afirmou.

A droga

O avifavir foi produzido por uma joint venture da RDIF e do grupo KhimRar de empresas e teve certificado de registro do Ministério da Saúde da Federação Russa.

A droga provou ser eficaz em ensaios clínicos, bloqueia os mecanismos de reprodução do coronavírus.

O grupo de empresas ChemRar é o fabricante exclusivo e fornecedor do remédio à base de Favipiravir – nome comercial Avifavir – na Rússia.

A vacina

Na corrida contra o tempo os russos também anunciaram neste sábado, 13, que vão começar a produzir em setembro uma vacina contra a covid-19, que já infectou mais de meio milhão de pessoas no país.

Os testes clínicos serão realizados em julho, o registro nas agências federais será feito em agosto e a produção começará em setembro, disse Tatiana Gólikova, vice-primeira-ministra russa, em entrevista coletiva.

O Centro Nacional de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia Gamalei trabalha em cooperação com o Ministério da Defesa, será o responsável pela fabricação.

O diretor do centro de Gamalei, Alexandr Gintsburg, explicou que a Universidade Estatal de Moscou prepara uma vacina de vetor com base no DNA de um adenovírus do tipo SARS-CoV-2.

Segundo o cientista, a vacina já foi testada, de forma não oficial, com a ajuda de voluntários do próprio centro e todos os pacientes estão bem e desenvolvendo imunidade ao vírus.

50 soldados – sendo 45 homens e 5 mulheres – se ofereceram para participar dos ensaios clínicos do Centro de Pesquisa Científica.

A curva

Quanto à pandemia na Rússia, Golíkova disse que o aumento no número de infecções foi reduzido em 16 vezes em relação a seu pico em meados de maio e 79% das pessoas infectadas já tiveram alta, mas a situação permanece “muito alarmante”.

Ela observou que mais da metade das regiões, 49 no total, já começaram a desaceleração de casos, mas alertou que, ao contrário do começo, quando Moscou e a região metropolitana representavam mais da metade dos casos, agora elas somam pouco mais de 22% do aumento diário de infecções.

“Estou confiante de que todas as regiões emergirão (da quarentena) com o máximo cuidado, já que nosso país aguarda importantes desenvolvimentos políticos”, afirmou.

A Rússia é o terceiro país do mundo nos casos de covid-19 com 520.129 infectados e mais de 6.800 mortos até agora.

Com informações do TACC, Forum e R7