Vacina da Pfizer: resultado da eficácia da fase 3 sai em revista científica

A revista científica New England Journal of Medicine, uma das mais importantes do mundo, publicou nesta quinta, 10, os resultados da eficácia geral da vacina da farmacêutica americana Pfizer, com o laboratório alemão BioNTech, contra a Covid-19.
De acordo com a publicação – que examinou e validou a pesquisa divulgada pela farmacêutica em novembro – a eficácia geral ficou em 95%, e, em pessoas com mais de 65 anos, foi superior a 94%.
Em outras palavras, significa dizer que 95% das pessoas que tomam a vacina ficam protegidas contra a doença.
Os testes também envolveram pessoas com mais de 65 anos, e, nesta faixa etária, a vacina teve 94,7% de eficácia. A idade mínima de participação foi 16 anos.
Entre os efeitos colaterais, 3,8% apresentaram fadiga e 2% tiveram dor de cabeça após a segunda dose.
O estudo
43.448 participantes participaram do estudo – 21.720 receberam a vacina e 21.728 receberam o placebo. Foram recrutados voluntários da Argentina, Brasil, África do Sul e Estados Unidos.
Foram analisados 170 casos confirmados do novo coronavírus: 8 entre participantes que receberam a vacina e 162 entre participantes que receberam o placebo (substância inativa).
Entre os 10 casos graves de Covid-19, nove ocorreram no grupo placebo e 1 no grupo da vacina. Não houve óbitos – nem relacionados à vacina, nem à Covid-19.
A vacina foi administrada em duas doses, no intervalo de 21 dias.
A eficácia começou após 28 dias da aplicação da primeira dose da vacina (sete dias após a aplicação da segunda dose).
No intervalo entre a primeira e a segunda dose, a eficácia da vacina observada contra Covid-19 foi de 52%.
A vacina da Pfizer precisa ser mantida a -70°C.
Aprovada em 3 países
A vacina da Pfizer já foi aprovada em 3 países: Reino Unido, Bahrein e Canadá.
Ela começou a ser aplicada na última, 8, na população do Reino Unido.
Nos Estados Unidos, a agência regulatória, a FDA, se reúne nesta quinta, 10, para decidir sobre o uso da vacina no país.
A vacina da Pfizer/BioNTech, a BNT162b2, é uma das quatro que estão sendo testadas no Brasil.
Com informações do G1

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