Modificação genética em mosquito pode evitar epidemia de Malária

Um estudo científico mostrou que é possível evitar uma epidemia de malária, considerando a modificação genética do mosquito Anopheles gambiae, responsável pela disseminação da doença.
A atual pesquisa, divulgada em abril, é fruto de um teste realizado em 2015, por cientistas do Imperial College London (Reino Unido). Na época, eles erradicaram uma população cativa de mosquitos por meio da introdução de uma mutação genética que torna as fêmeas estéreis.
Dessa vez, o estudo não prevê a extinção do mosquito, mas o bloqueio da capacidade de transmissão da doença.
A pesquisa
Os atuais pesquisadores utilizaram o material dos testes realizados em 2015, para entender como poderiam bloquear a transmissão da malária, sem afetar a importância natural do inseto no ecossistema.
A alteração genética foi realizada com a ajuda da tecnologia CRISPR-Cas9, que inseriu um gene que codifica uma proteína anti-malária entre os genes que são ativados quando o inseto entra em contato com sangue.
Com a alteração, o mosquito consegue se reproduzir normalmente, no entanto, a capacidade de proliferação da doença é anulada neste processo.
A resposta é que, com o tempo, não haja mais uma população de Anopheles gambiae capaz de transmitir a malária.
Importância para a ciência
Hoje a ciência enfrenta um desafio grande no combate ao mosquito porque ele já apresenta resistência aos pesticidas que existem no mercado.
Além disso, o próprio parasita causador da malária tem aumentado a resistência para drogas anti-malária.
Pedro Alonso, diretor do Programa Mundial contra a Malária da Organização Mundial da Saúde (OMS), diz que a genética dirigida “é vista como uma das formas mais promissoras para avançar na luta contra a malária e é, de fato, a mais promissora para contemplar “sua eventual erradicação”.
Com resultados positivos ao longo do tempo, os cientistas garantem que a mesma técnica pode ser utilizada para combater o zika vírus, febre amarela, dengue e outras doenças epidêmicas.
A pesquisa foi dirigida por pela equipe da doutora Astrid Hoermann, do Imperial College London e publicada na revista científica eLife.
Por Monique de Carvalho, da redação do Só Notícia Boa. – Com informações de Veja

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