Professor de saxofone cego inspira os alunos a ‘sentir’ seus instrumentos

Um professor de música cego ensina saxofone para seus alunos de uma maneira diferente. Ele apaga as luzes, assim os alunos não conseguem ver as partituras e precisam apurar os outros sentidos.
Matt Weihmuller mora em Tampa, Estados Unidos, ensina improvisação de jazz, mas o método é único e diz muito sobre sua vivência. Cego, ele não consegue ler as partituras musicais tradicionais, mas Matt transformou a vantagem em desvantagem. E os alunos adoram!
“Acho que às vezes quando acendo as luzes e estamos trabalhando, aprendendo e ensinando para que os alunos aprendam melhor o material no escuro”, disse o professor.
Amor por ensinar
Apesar de ser apaixonado pela música, o amor maior de Matt é a ensinar.
“Todos os grandes intérpretes ensinam e é a única maneira de transmitir esse ofício, especialmente no que diz respeito à música jazz. Descobri que ensinar se tornou mais minha vocação do que atuar, mas na mesma medida”, explicou.
Para ele, ensinar é fazer a diferença.
“Eu tinha que ensinar. Eu queria ensinar. Eu ia ensinar… Para ser clichê’ eu queria fazer a diferença e isso foi muito importante para mim”, contou.
Aulas no escuro
E o professor transformou a desvantagem em uma vantagem.
“Uma das coisas que eu faço é apagar as luzes. Isso obriga os alunos a usarem os outros sentidos, certo? e mãos, certo? Agora, temos que ouvir a música”. Não podemos lê-la”, disse.
Assim, os alunos precisam sentir a música e acabam mergulhando um pouco mais no mundo de Matt.
“Basta dizer que é um pouco assustador para alguns a primeira vez e eu digo: “Bem vindo a todos os dias da minha vida e todo mundo dá uma grande risada”, compartilhou Matt.
Depois de ter superado vários desafios, ele espera que sua história inspire os alunos.
“É tudo para mim, como educador, ouvir alguém dizer que você mudou sua vida. É inspirador e espero poder inspirar outras pessoas que estão lidando com suas situações, deficiências, barreiras e desafios da mesma forma que eu. …Espero que quando eles saíram da minha sala de aula, sejam músicas melhores, mas se tornem também pessoas melhores”.
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Música em braille
Se o sucesso, mesmo sem ver, não for suficiente para inspirar os alunos, ele conta uma história antiga.
No passado, as partituras em braille não eram tão comuns.
“Eu tive que criar minha própria música em braille. Eu criei minha própria música durante toda a faculdade. Há apenas um punhado de pessoas no país que poderiam fornecê-la legal e profissionalmente”, explicou.
Assim, durante o período da graduação, Matt foi se adaptando.
“Basicamente a situação era que se a professora de visão, minha mãe e eu não nos reunimos e fizéssemos isso, eu não teria música. Foi um desafio, mas muito gratificante ao mesmo tempo”, contou.
Com informações de Fox 13 News.

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