Pix chega a Portugal e se populariza no comércio do país

Por um clique, brasileiros fazem o dinheiro atravessar o oceano. O Pix, tão comum no dia a dia do Brasil, ganhou espaço e se popularizou no comércio de Portugal.
Com a crescente presença de brasileiros no país europeu, não demorou para o sistema instantâneo de pagamentos cair no gosto de quem está longe de casa. O Pix já é aceito em redes como EL Corte Inglés e, recentemente, em Braga.
A aceitação vem de um movimento conjunto entre instituições brasileiras e portuguesas, como a parceria entre o Braza Bank e a Unicre. O objetivo é um só: facilitar o pagamento para brasileiros e aquecer o comércio local.
Pix em Portugal
Mas para atravessar o oceano, o Pix passou por um longo processo de análise, regulação e testes.
“Foram necessários muitos estudos sobre viabilidade de mercado, muitos levantamentos na área regulatória, pois tudo deve passar pelo Banco de Portugal. Mas temos certeza que estamos no caminho certo”, disse Marcelo Sá, diretor de Negócios do Braza Bank.
O acordo com a Unicre, instituição financeira reconhecida pelo Banco de Portugal, foi o ponto de virada.
Hoje, aproximadamente 30% dos gastos de brasileiros nas lojas que aceitam o Pix são feitos com o sistema.
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Quem pode usar
Para fazer o pagamento em Portugal é necessário manter uma conta-corrente ativa no Brasil.
Muitos brasileiros que vivem no país europeu ainda recebem salários ou aposentadorias no Brasil, por isso o sistema é ainda mais conveniente.
Todavia, ainda não é possível parcelar compras no Pix. Por enquanto, isso segue sendo exclusivo dos cartões de crédito.
Vantagens para o comércio
O Pix sai na frente quando o assunto é economia.
Enquanto os pagamentos com cartão de crédito têm IOF de 3,38%, o Pix tem IOF de 0,38%.
Outra vantagem é que o valor final da transação em euros é informado imediatamente ao consumidor.
“O varejo tende a faturar mais, porque os clientes se sentem confortáveis para pagar suas compras. Já as instituições que viabilizam o meio de pagamento recebem suas taxas. Até os bancos brasileiros ganham com as transações”, disse a economista e diretora executiva do Haitong Bank em Portugal, Sandra Utsumi.

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